Política
Publicado em 28/11/2025, às 14h48 Reprodução/Assessoria Giovana Gurgel
A deputada federal Carla Dickson (União Brasil) defendeu que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convoque o ex-presidente do Banco BRB, Paulo Henrique Costa, para prestar depoimento.
A sugestão foi apresentada na reunião desta quinta-feira, 27, e partiu de indícios que, segundo a parlamentar, conectam o BRB ao Banco Master em operações consideradas suspeitas.
Carla afirmou que Paulo Henrique Costa, investigado por suposta tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, precisa explicar a relação entre as duas instituições. O executivo foi afastado do cargo por decisão judicial e tornou-se peça relevante nas apurações sobre fraudes envolvendo empréstimos consignados.
A deputada reforçou que a convocação é necessária para esclarecer movimentações financeiras consideradas anormais. Ela citou que investigações da Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, apontaram a compra de R$ 12,2 bilhões em créditos consignados do Master pelo BRB.
Durante seu discurso, Carla lembrou que o advogado Eli Cohen já havia alertado a CPMI sobre possíveis fraudes em contratações de consignados destinados a aposentados. Para ela, a conexão entre os dois bancos levanta dúvidas que não podem ser ignoradas pelo colegiado.
A parlamentar cobrou transparência total sobre as operações mencionadas. Ela destacou que os casos precisam ser analisados de forma rigorosa, especialmente diante do volume de recursos movimentados e da possibilidade de prejuízo aos segurados do INSS.
A deputada argumentou que há sinais no mínimo estranhos nos procedimentos envolvendo as instituições financeiras, o que justifica o aprofundamento das apurações pela comissão.
O senador Eduardo Girão acatou a sugestão e protocolou nesta sexta-feira 28 o requerimento de convocação junto à Presidência da CPMI. O pedido agora será analisado pelos integrantes do colegiado.
Carla também apontou que a gestão de Paulo Henrique Costa no BRB coincide com o período de maior expansão das fraudes no INSS. Para ela, é fundamental verificar se os descontos contratados no Master e posteriormente adquiridos pelo BRB foram legais ou indevidos.
Segundo a deputada, investigar essas coincidências é crucial para mapear responsabilidades e garantir a lisura do processo.
“Quem não deve, não teme”, afirmou.
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