Política
Publicado em 01/03/2026, às 12h13 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
O clima no Congresso Nacional, que já é naturalmente tenso devido às articulações políticas, ganhou um ingrediente extra de combustão nas últimas semanas. O término do relacionamento entre os deputados federaisFernanda Melchionna (PSOL-RS) e Orlando Silva (PCdoB-SP) deixou de ser um assunto privado para se tornar o centro de uma polêmica que envolve supostas traições e o estremecimento de uma das bancadas mais atuantes da esquerda.
O casal, que estava junto desde maio de 2023 e possui uma filha de um ano e cinco meses, anunciou a separação oficialmente em fevereiro. No entanto, informações de bastidores publicadas pelo portal LeoDias apontam que o pivô do rompimento seria outra parlamentar de destaque: Talíria Petrone (PSOL-RJ), colega de partido de Melchionna.
Segundo fontes ligadas aos gabinetes em Brasília, a descoberta de uma série de traições teria sido o estopim para o fim do romance. O que mais chocou os aliados foi o fato de Talíria e Fernanda serem, até então, figuras próximas dentro da militância psolista.
Unfollow duplo: Fernanda Melchionna deixou de seguir tanto Orlando quanto Talíria nas redes sociais.
Silêncio no plenário: relatos indicam que as duas deputadas do PSOL não se falam mais e evitam encontros em reuniões de bancada.
Flagras em Brasília: talíria e Orlando teriam sido vistos juntos em um jantar na capital federal na última quarta-feira (25), reforçando os rumores de que o envolvimento continua após a separação oficial.
A repercussão do caso forçou os parlamentares a se manifestarem, ainda que de forma cautelosa. Orlando Silva negou qualquer irregularidade e classificou as acusações como "sem fundamento", sugerindo que a divulgação dos fatos possa ter objetivos políticos para desgastar sua imagem.
Já Talíria Petrone, por meio de sua assessoria, optou por uma linha de defesa institucional. A deputada afirmou que não comenta assuntos da vida privada e que, desde o início de sua carreira, é alvo de ataques e fake news, preferindo focar integralmente em seu mandato. Fernanda Melchionna, por sua vez, declarou que prefere não comentar o caso.
Para além da fofoca, a crise preocupa as lideranças do PSOL. O partido, que preza por uma imagem de unidade e ética coletiva, vê duas de suas principais vozes femininas em rota de colisão pessoal. Em ano de articulações importantes para as eleições municipais e estaduais, um racha interno motivado por questões passionais é tudo o que a legenda gostaria de evitar.
Resta saber se o "gelo" entre as parlamentares afetará as votações em bloco e a coesão da federação PSOL-Rede nos próximos meses.