Política
Publicado em 23/10/2025, às 07h53 Divulgação/Republicanos Dani Oliveira
Na próxima semana, o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln, deve ser convocado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para prestar depoimento.
Abraão, ex-dirigente do partido Republicanos no Rio Grande do Norte, e é um dos principais alvos da comissão, que busca apurar quais foram os responsáveis pelo esquema de descontos indevidos em aposentadorias que geraram prejuízos bilionários.
A CBPA é suspeita de corrupção e falsificação em massa de filiações de segurados para lucrar com descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Segundo a Polícia Federal, a Confederação, que não possuía filiados em 2022, firmou acordo com o INSS e passou a ter mais de 300 mil associados no ano seguinte, com arrecadação de R$ 57,8 milhões. No primeiro trimestre de 2024, o número de filiados já ultrapassava os 400 mil. Para a Controladoria-Geral da União (CGU), a CBPA não possui estrutura para atender os associados, levantando pistas de fraude nas filiações.
As suspeitas sobre a CBPA incluem pagamento de propinas a agentes do INSS, incluindo a esposa do procurador-geral Virgílio Oliveira Filho e o filho do ex-diretor de benefícios André Fidelis.