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Política

Como irá funcionar a prisão domiciliar de Bolsonaro? Entenda o esquema rígido imposto por Moraes

A decisão pela prisão domiciliar inclui vigilância policial, vistoria de veículos e restrições rigorosas para visitantes durante a recuperação  |  Reprodução internet

Publicado em 25/03/2026, às 09h02   Reprodução internet   Redação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira (24) um conjunto de medidas rigorosas para o cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão inclui monitoramento constante da residência, localizada no condomínio Solar de Brasília, além de controle detalhado de acessos e circulação no imóvel.

A medida foi autorizada após a transferência do ex-presidente da unidade prisional conhecida como Papudinha, motivada por sua internação em decorrência de um quadro de broncopneumonia.

Casa será monitorada e acessos controlados

Entre as determinações, está a obrigatoriedade de vigilância permanente pela Polícia Militar do Distrito Federal. Veículos que entrarem ou saírem da residência deverão ser vistoriados, com registro formal de informações.

Regras de controle de acesso:
- Vistoria obrigatória de todos os veículos
- Registro de motoristas e passageiros
- Monitoramento das áreas externas do imóvel
- Proibição de manifestações em um raio de 1 km

Segundo a decisão, a medida também leva em conta a existência de pontos cegos no entorno da residência, devido à proximidade de imóveis vizinhos.

Visitantes terão restrições e revistas obrigatórias

As visitas serão altamente controladas. Todos os visitantes deverão passar por revista e terão seus celulares e dispositivos eletrônicos recolhidos, como forma de impedir qualquer comunicação externa não autorizada.

Regras para visitas:
- Filhos podem visitar às quartas e sábados, das 8h às 16h
- Advogados têm acesso diário por 30 minutos (com agendamento)
- Equipe médica com acesso livre
- Demais visitas estão suspensas

O ministro destacou que a limitação de visitas também visa preservar um ambiente controlado, especialmente para evitar riscos de infecção durante a recuperação de saúde.

Monitoramento inclui tornozeleira e vigilância externa

Além da presença policial, Bolsonaro deverá utilizar tornozeleira eletrônica durante todo o período de prisão domiciliar, inicialmente fixado em 90 dias.

O controle também se estende às áreas externas da residência, ampliando a vigilância sobre possíveis acessos indiretos ao imóvel.

Condenação e tempo de pena

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Até o momento da internação, havia cumprido 119 dias de pena, o que representa menos de 1% do total.

Moraes cita “botão do pânico” e rebate defesa

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes afirmou que o ex-presidente poderia ter antecipado o atendimento médico ao acionar o chamado “botão do pânico”, disponível na unidade prisional onde estava custodiado.

Segundo o ministro, o sistema funcionou de forma eficiente, garantindo a remoção imediata para o hospital DF Star na madrugada do dia 13 de março. Ele argumentou ainda que o atendimento não teria sido mais rápido caso Bolsonaro já estivesse em prisão domiciliar.

Ao rebater a defesa, que alegava riscos à saúde na prisão, Moraes concluiu que a unidade prisional tinha plenas condições de garantir atendimento médico adequado, com respeito à dignidade do custodiado.

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