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Política

Como a faixa de renda muda a disputa pelo Governo do RN? Saiba qual candidato cresce entre eleitores de até um salário mínimo

A pesquisa Metadata revela que a renda é um fator crucial na disputa pelo voto, com o candidato do PT liderando entre os menos favorecidos  |  Canindé Soares

Publicado em 12/08/2026, às 08h25   Canindé Soares   Redação

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte apresenta comportamentos distintos quando o eleitorado é analisado a partir da faixa de renda.

Um levantamento da Metadata/Grupo Dial mostra que, em um eventual segundo turno entre Álvaro Dias (PL) e Cadu de Lula (PT), a preferência dos eleitores que recebem até um salário mínimo segue direção diferente daquela registrada no resultado geral da pesquisa.

No cenário estadual, Álvaro aparece numericamente na dianteira, com 41,6% das intenções de voto, contra 35% de Cadu de Lula.

O resultado, porém, muda quando o recorte considera exclusivamente os entrevistados com renda de até um salário mínimo.

Nesse grupo, Cadu chega a 39% das intenções de voto e supera Álvaro, que aparece com 34,4%. A diferença é de 4,6 pontos percentuais a favor do candidato do PT.

Entre os eleitores dessa faixa de renda, 18,4% afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 8,1% não sabem ou não responderam.

Quando o recorte considera exclusivamente os entrevistados com renda de até um salário mínimo, Cadu chega a 39% das intenções de voto e supera Álvaro, que aparece com 34,4%.

Álvaro amplia vantagem entre eleitores de maior renda

A diferença fica mais acentuada quando os entrevistados que recebem até um salário mínimo são comparados com aqueles que estão nas demais faixas de rendimento.

Entre os eleitores com renda superior a um salário mínimo, Álvaro alcança aproximadamente 47,5% das intenções de voto no confronto direto com Cadu. O percentual representa uma vantagem de 13,1 pontos em relação aos 34,4% obtidos pelo candidato nesse mesmo segmento de menor renda.

Entre os eleitores com renda superior a um salário mínimo, Álvaro alcança aproximadamente 47,5% das intenções de voto no confronto direto com Cadu.

O desempenho de Cadu apresenta movimento inverso. O petista registra 39% entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo, mas cai para aproximadamente 31,6% quando são considerados os eleitores com renda acima desse patamar.

A diferença entre os dois recortes chega a 7,4 pontos percentuais para Cadu, indicando uma concentração maior de suas intenções de voto entre os eleitores de menor rendimento.

Renda influencia comportamento no segundo turno

Os números da pesquisa apontam para uma mudança significativa no equilíbrio da disputa conforme a renda declarada pelos entrevistados.

No conjunto do eleitorado, Álvaro aparece numericamente à frente de Cadu. Quando o foco é direcionado para quem recebe até um salário mínimo, entretanto, o cenário se inverte e o candidato petista passa a liderar numericamente.

Já entre os eleitores com renda superior a um salário mínimo, Álvaro amplia sua vantagem e chega a aproximadamente 47,5% das intenções de voto.

O recorte demonstra, portanto, que a renda declarada está associada a diferenças relevantes na distribuição das preferências eleitorais nesse eventual segundo turno.

Pesquisa não equivale renda a classe social

A leitura dos resultados exige atenção à metodologia utilizada no levantamento. A pesquisa separa os entrevistados de acordo com faixas de renda declarada, o que não significa classificá-los automaticamente em determinadas categorias socioeconômicas.

Termos como classes C, D ou E seguem critérios específicos de classificação e consideram metodologias próprias. Por isso, não é adequado estabelecer uma equivalência direta entre o grupo que recebe até um salário mínimo e uma determinada classe social.

O dado apresentado pela Metadata/Grupo Dial deve ser interpretado, portanto, exclusivamente a partir do recorte de renda utilizado na pesquisa.

Nesse cenário, os resultados mostram dois comportamentos distintos: Cadu de Lula apresenta desempenho proporcionalmente melhor entre os eleitores que recebem até um salário mínimo, enquanto Álvaro Dias amplia sua vantagem entre aqueles que declararam renda superior a esse valor.

Dados da pesquisa

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-03682/2026 e BR-05736/2026, realizada pela Metadata Soluções Inteligentes LTDA com recursos próprios.

Foram entrevistados 1.536 eleitores, de forma presencial, em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com distribuição proporcional ao eleitorado das 3 regiões geográficas intermediárias e das 12 regiões imediatas definidas pelo IBGE (correspondentes às 4 mesorregiões e 19 microrregiões), entre os dias 6 e 8 de agosto de 2026.

O nível de confiança é de 95%, com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Classificação Indicativa: Livre


TagsEleições 2026Pesquisa eleitoralIntenção de voto