Política
Publicado em 26/02/2026, às 13h14 divulgação Brisa Elí Bernardo
A vereadora Brisa Bracchi (PT) apresentou ao Comitê de Ética da Câmara Municipal de Natal, uma denúncia contra o vereador Matheus Faustino (União Brasil) por violência política de gênero, nesta quinta-feira (26).
A denúncia se baseia na Lei de Violência Política de Gênero (Lei federal nº 14.192/2021) e em um relatório de análise de redes sociais que aponta que no espaço de um ano o vereador ligado ao MBL faz mais de 90 posts nas redes sociais com ataques à líder da Oposição em Natal.
Segundo o relatório, entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, a vereadora Brisa Bracchi foi o alvo de uma extensa campanha de ataques nas redes sociais liderada por Faustino.
O relatório de análise de redes sociais identificou 94 postagens, sendo 63 no Instagram e 31 no Youtube, em que Brisa foi citada diretamente nos perfis de Faustino, todas com teor de hostilização e indícios de violência política de gênero, segundo a denúncia.
A denúncia alega que os ataques foram feitos tilizando-se de manipulação digital de imagem, incluindo ainda comentários e interações com ameaças, desinformação e mobilização de ódio.
Os dados apresentados pelo relatório são muito claros em apontar o que estamos denunciando desde o primeiro dia com relação à postura de Faustino, que tenta deslegitimar nosso mandato com ataques pessoais, acusações infundadas. O trabalho técnico aponta como ele mobiliza sua base em cima dessas agressões", comentou Brisa Bracchi.
Ainda segundo a vereadora, os conteúdos de ataque seguem o tom da perseguição, que nos seis meses recentes traduziu-se nos dois processos de cassação contra Brisa abertos na Câmara, a partir de denúncias apresentadas por Faustino.
Um caso exemplar apontado pelo relatório foi a associação entre Brisa e Juliana Garcia dos Santos Soares, vítima de agressão com 61 socos em um elevador em Natal. Nesse post, o vereador "atrela a imagem de Juliana à parlamentar para estimular linchamento virtual de seus seguidores", segundo a denúncia.
Diante dos casos, no início de fevereiro a parlamentar levou a denúncia a Brasília e apresentou o caso oficialmente ao Observatório Permanente de Combate à Violência Política do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde seguirá sendo analisado.
“A vereadora tenta resumir uma atuação técnica e fiscalizatória a uma fantasiosa perseguição política e de gênero”, declarou Faustino.