Política
Publicado em 09/01/2026, às 09h47 Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Malu Machado
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (8), autorização para que o ex-presidente possa ter uma Smart TV e receber assistência religiosa na Sala de Estado-Maior, onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Os advogados de Bolsonaro argumentaram que o “direito à informação constitui expressão direta da dignidade da pessoa humana e integra o conjunto mínimo de garantias asseguradas àquele que se encontra sob custódia estatal”.
Os advogados afirmaram que a nova TV seria fornecida pela família de Bolsonaro. Segundo a defesa, ele não acessará redes sociais através da Smart TV. No entanto, a sala onde Jair está preso já possui uma televisão instalada.
“O uso do equipamento se restringirá ao acompanhamento de canais de divulgação de notícias, inclusive por meio de plataformas de streaming amplamente utilizadas para veiculação de conteúdo jornalístico, como o YouTube, em sua função estritamente informativa”, destacaram.
Bolsonaro está preso em uma cela de cerca de 12 metros quadrados que tem uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, frigobar, ar-condicionado, janela, e banheiro privativo.
Também foi pedida a liberação da entrada do Bispo Robson Lemos Rodovalho e do Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni para prestarem assistência religiosa a Bolsonaro.
“O atendimento espiritual será realizado de forma individual, com supervisão institucional, sem qualquer interferência na rotina do estabelecimento, tampouco risco à segurança”, diz a petição.
Na semana passada, os advogados pediram providências sobre um “ruído contínuo e permanente” do ar-condicionado central do edifício da PF, que fica ao lado da cela do ex-mandatário.
Nesta quarta-feira (7), porém, a Polícia Federal comunicou, por meio de ofício, ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que não é possível eliminar ou reduzir de forma significativa o ruído do ar-condicionado na Sala de Estado-Maior.
Veja imagens da cela:
De acordo com o relatório, não há medidas simples ou intervenções pontuais capazes de resolver o problema sem impactos maiores na estrutura do prédio.