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Política

Banco Master: novo capítulo mostra que ex-sócio já era “conhecido da justiça” com mais de R$ 112 milhões bloqueados

A liquidação da Reag Trust pelo Banco Central é resultado de graves violações, enquanto ex-sócio enfrenta bloqueio de bens em meio a investigações  |  

Publicado em 19/01/2026, às 08h27      Elí Bernardo

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O ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, teve os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo, isso meses antes de ser um dos alvos da Operação Compliance Zero. O bloqueio foi efetuado em 29 de abril de 2025. Na época, foram encontrados R$ 112 milhões aplicados em uma conta de Augusto na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, fundo que foi liquidado pelo Banco Central, na quinta-feira (15/1) e alvo da segunda fase da Compliance Zero, operação deflagrada pela Polícia Federal.

O bloqueio nas contas do empresário foi determinado em uma ação de execução de dívida. A família da ex-proprietária do Banco Voiter, que foi vendido ao Master em 2024, solicitou uma liminar para bloquear bens dos banqueiros do Master no valor original da dívida, de R$ 470,5 milhões, segundo os documentos da Justiça de São Paulo.

A 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou o bloqueio dos valores nas contas dos executivos. Mas a restrição durou apenas oito dias porque as partes fecharam o primeiro acordo. Naquele momento, a Justiça encontrou valores em outros bancos em nome de Augusto. Mas a maior fatia estava na Reag. Confira:

R$ 484 mil no Bradesco;
R$ 317,4 mil no Santander;
R$ 274,41 no Banco do Brasil;
R$ 112,8 milhões na Reag Trust DTVM;
R$ 2,3 mil no Master;
R$ 0, 44 no Pluxee IP.

Envolvimento da Reag com o PCC 

A Reag Investimentos já foi considerada o empreendimento de maior sucesso na Faria Lima, instalado no maior centro financeiro do país, em São Paulo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: saiu de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.

No entanto, o sucesso da Reag começou a ser observado por outro angulo com o início das operações da PF envolvendo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Faria Lima.

O próprio fundador da Reag, João Carlos Mansur, foi um dos alvos da Compliance Zero na quarta-feira (14/1), e a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão, em endereços ligados a ele, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação também investiga o empresário Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras.

Segundo uma nota do Banco Central, a decretação da liquidação extrajudicial da Reag é motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)”.
Procurada pela reportagem do Metrópoles, a defesa de Augusto Lima informou que não vai se manifestar.

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