Política
Publicado em 28/02/2026, às 19h20 Imagem: Reprodução Mayane Lins
A ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos em conjunto com Israel contra o Irã neste sábado (28) provocou ao menos 201 mortes e deixou 747 pessoas feridas, segundo informações divulgadas pela mídia iraniana.
Os números foram atribuídos a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, entidade humanitária que atua no atendimento a vítimas de conflitos e desastres, e repercutidos por agências internacionais, entre elas a Al Jazeera.
Ainda de acordo com a organização, 24 das 31 províncias iranianas foram atingidas pelos bombardeios. As províncias são divisões administrativas equivalentes aos estados no Brasil.
A Agência de Notícias da República Islâmica (Irna) informou que um dos ataques alcançou uma escola feminina na cidade de Minab, no sul do país. Segundo a agência, ao menos 85 estudantes morreram e 60 ficaram feridas. Cerca de 50 pessoas permaneciam sob os escombros até a última atualização.
A ofensiva ocorreu dois dias após uma nova rodada de negociações entre autoridades americanas e iranianas sobre limites ao programa nuclear do Irã. O governo iraniano sustenta que a tecnologia nuclear desenvolvida pelo país tem finalidade pacífica. Já os Estados Unidos e aliados, especialmente Israel, se opõem ao avanço do programa.
A ação militar foi alvo de críticas internacionais. Diversos países, incluindo o Brasil, condenaram os ataques. A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo por cessar-fogo na região.
Ao comentar a operação, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que agiu em defesa dos interesses dos Estados Unidos. Em resposta, o Irã lançou ataques contra países vizinhos que abrigam bases militares americanas. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Hamid Ghanbari, a reação se baseia no direito do país à autodefesa.