Política
Publicado em 06/01/2026, às 15h25 Imagem: Reuters/Marco Bello/Foto de arquivo Mayane Lins
Após a queda sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na madrugada desta terça-feira (6), dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que uma eventual ida do ex-presidente ao Hospital DF Star, onde ele realiza acompanhamento médico, depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
O incidente ocorreu seis dias após Bolsonaro receber alta médica. Segundo Michelle, o ex-presidente passou mal durante a madrugada, caiu dentro da cela e bateu a cabeça em um móvel. A lesão, no entanto, só foi identificada no dia seguinte.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, afirmou Michelle Bolsonaro em publicação nas redes sociais ainda pela manhã.
De acordo com apuração da TV Globo, Bolsonaro não solicitou ajuda imediata aos agentes da Polícia Federal após a queda. A situação foi avaliada posteriormente por um médico da corporação, que constatou ferimentos leves e indicou apenas observação, sem necessidade inicial de encaminhamento hospitalar.
No início da tarde, a Polícia Federal divulgou nota confirmando o atendimento médico prestado após o episódio. Em atualização posterior, a PF informou que qualquer transferência para unidade hospitalar externa só poderá ocorrer mediante autorização do STF.
Diante do quadro clínico, a defesa de Jair Bolsonaro acionou o ministro Alexandre de Moraes por volta das 14h, solicitando autorização para a transferência do ex-presidente ao Hospital DF Star para realização de exames complementares. Até o fechamento desta matéria, não havia resposta do ministro.
Bolsonaro estava em recuperação de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia 25 de dezembro, e chegou a permanecer nove dias internado. Durante esse período, passou por outros procedimentos médicos devido a um quadro persistente de soluços.
No sábado (27), foi realizado o bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo. Já na segunda-feira (29), o procedimento foi feito do lado direito. Na terça-feira (30), segundo Michelle Bolsonaro, o ex-presidente passou por uma cirurgia de reforço.
Na quarta-feira (31), Bolsonaro foi submetido a uma endoscopia, quando os médicos constataram a persistência de esofagite e gastrite.
No mesmo dia, a defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal a substituição da pena por prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Com informações do G1.