Política
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star e retornou à custódia da Polícia Federal após o STF rejeitar um pedido de prisão domiciliar humanitária, mantendo a pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
O ministro Alexandre de Moraes argumentou que não houve novos fatos que justificassem a mudança de regime, destacando a melhora no quadro clínico de Bolsonaro após cirurgias recentes, incluindo a correção de uma hérnia inguinal.
As intervenções médicas realizadas foram consideradas eletivas e, segundo os relatórios, não justificam a concessão de prisão domiciliar, mantendo Bolsonaro sob custódia enquanto sua saúde evolui positivamente.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, no início da noite desta quinta-feira (1º), poucas horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado por sua defesa. A alta médica ocorreu por volta das 18h40.
Logo após sair da unidade hospitalar, Bolsonaro foi conduzido em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal (PF) de volta à sede da corporação, onde permanece custodiado para cumprir a pena de 27 anos de prisão imposta por condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado.
Minutos antes da saída do ex-presidente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também deixou o hospital. O deslocamento do veículo foi acompanhado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal.
Moraes rejeita novo pedido de prisão domiciliar
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou a solicitação da defesa para que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar sob alegação humanitária.
Na decisão, Moraes afirmou que não houve apresentação de fatos novos capazes de justificar a mudança do regime de cumprimento da pena. Segundo o ministro, os argumentos apresentados não afastam as razões que motivaram a manutenção do ex-presidente em regime fechado.
O magistrado destacou que, ao contrário do que alegou a defesa, o quadro clínico de Bolsonaro não se agravou, mas apresentou melhora após procedimentos médicos recentes.
Quadro de saúde não justifica mudança de regime, diz STF
Na avaliação do ministro, os relatórios médicos indicam evolução positiva do estado de saúde do ex-presidente. Moraes ressaltou que as cirurgias realizadas foram de caráter eletivo e que os desconfortos relatados anteriormente foram amenizados após os procedimentos.
Dessa forma, o STF entendeu que não há fundamento jurídico ou médico que autorize a concessão de prisão domiciliar neste momento.
Internação ocorreu na véspera de Natal
Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star na véspera do Natal, com autorização do STF, para a realização de mais uma intervenção cirúrgica. O procedimento ocorreu no dia seguinte e teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal.
Desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral, o ex-presidente já passou por oito cirurgias.
Outros procedimentos médicos realizados
Além da cirurgia para correção da hérnia, Bolsonaro também foi submetido a intervenções no nervo frênico, com o objetivo de reduzir crises recorrentes de soluços, um problema de saúde relatado com frequência pelo ex-presidente nos últimos anos.
Resumo do caso:
- Bolsonaro recebeu alta médica nesta quinta-feira (1º)
- STF negou novo pedido de prisão domiciliar humanitária
- Alexandre de Moraes apontou ausência de fatos novos
- Ex-presidente voltou à custódia da Polícia Federal
- Cirurgias recentes foram consideradas eletivas
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