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Política

Allyson sob pressão: contas de 2022 têm recomendação de rejeição em Mossoró; relatório aponta excessos e falhas

Ministério Público de Contas sugere apuração de responsabilidades e medidas para melhorar a qualidade das informações da gestão em Mossoró  |  Reprodução internet

Publicado em 08/04/2026, às 07h52   Reprodução internet   Redação

A execução financeira da Prefeitura de Mossoró no ano de 2022, sob o comando do então prefeito Allyson Bezerra, entrou na mira dos órgãos de controle após a emissão de parecer prévio pela desaprovação das contas.

O posicionamento foi formalizado pelo Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) e segue a mesma linha da análise técnica elaborada pela Corte.

O entendimento reforça um cenário delicado para a atual gestão municipal, que também já recebeu recomendação semelhante em relação ao exercício de 2023.

Excesso de créditos suplementares é destaque no relatório

Entre os pontos mais sensíveis identificados está o volume elevado de créditos suplementares abertos ao longo do exercício, acima do limite autorizado pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

A legislação permitia suplementações de até 25% do orçamento, o que correspondia a cerca de R$ 212,8 milhões. No entanto, segundo o levantamento técnico, o município autorizou R$ 660,2 milhões em créditos adicionais — o equivalente a 77,55% do total orçamentário.

O Ministério Público de Contas enfatiza que, mesmo diante de aumento na arrecadação, o limite fixado na LOA deve ser respeitado, o que não ocorreu no caso analisado.

Entre os pontos mais sensíveis identificados está o volume elevado de créditos suplementares abertos ao longo do exercício, acima do limite autorizado pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Problemas no envio de dados comprometem transparência

A fragilidade na prestação de informações também pesou na recomendação desfavorável. O parecer aponta falhas no envio de documentos obrigatórios e inconsistências que impediram uma avaliação completa das contas.

Entre os problemas identificados estão:

- Ausência de informações fiscais exigidas
- Dados orçamentários incompletos ou inconsistentes
- Divergências em registros patrimoniais

Outro ponto crítico foi a não apresentação das cópias dos decretos que formalizam a abertura de créditos adicionais, considerados essenciais para validar alterações no orçamento público.

Sem esses documentos, segundo o corpo técnico, não foi possível verificar a regularidade das mudanças realizadas durante o exercício.

Órgão recomenda apuração de responsabilidades

Diante do conjunto de irregularidades, o Ministério Público de Contas opinou pela rejeição das contas e sugeriu a abertura de um processo específico para apurar possíveis responsabilidades do gestor municipal.

Também foi recomendada a adoção de medidas para aprimorar a qualidade das informações contábeis enviadas ao Tribunal de Contas.

Situação ganha peso político com novo parecer negativo

A repetição de recomendações desfavoráveis — agora envolvendo dois exercícios consecutivos — amplia o impacto político sobre a administração municipal.

Apesar disso, a palavra final sobre a aprovação ou rejeição das contas ainda caberá à Câmara Municipal de Mossoró, após julgamento definitivo do Tribunal de Contas do Estado.

O processo segue atualmente sob relatoria do conselheiro Antônio Ed Souza Santana, onde tramita desde o dia 30 de março.

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