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Política

A manobra de Fátima: como a governadora pretende garantir o controle do RN após a renúncia

Durante entrevista, Fátima Bezerra detalha trabalho para garantir maioria na Assembleia e apoio a seu projeto político em meio a renúncias  |  Reprodução/Band RN

Publicado em 12/03/2026, às 07h16   Reprodução/Band RN   Malu Machado

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), confirmou nesta quarta-feira (11) que está trabalhando intensamente nos bastidores da Assembleia Legislativa. O objetivo é construir uma maioria sólida para garantir que, em uma eventual eleição indireta, o vencedor seja um nome alinhado ao seu projeto político.

Em entrevista exclusiva ao programa Band Mulher, da TV Band RN, a gestora destacou a importância de manter a continuidade da gestão iniciada em 2018. 

Estamos trabalhando firme e incansavelmente para que possamos ter uma correlação de forças políticas na Assembleia adequada para que a gente possa eleger o candidato apresentado por nós", afirmou.

Cenário da renúncia

O estado caminha para um cenário de vacância dupla até o dia 4 de abril, prazo final para que Fátima Bezerra e o vice-governador Walter Alves (MDB) deixem seus cargos para disputar as eleições de outubro. Fátima é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter pretende concorrer a uma vaga de deputado estadual.

Caso as renúncias se confirmem, os 24 deputados estaduais realizarão uma eleição indireta para escolher quem governará o RN até 5 de janeiro de 2027. O nome oficial do PT para a disputa é o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier.

"O nosso candidato é Cadu Xavier. É um servidor muito capacitado, um excelente gestor e está preparado para avançar. Agora, estamos trabalhando com outros nomes também", revelou Fátima, citando o deputado Francisco do PT como uma das alternativas no radar.

Fátima Bezerra reafirma que a escolha de Cadu Xavier faz parte de um projeto de continuidade apoiado pelas forças nacionais do PT. Foto: Reprodução

Críticas à oposição e misoginia

Durante a conversa na televisão, Fátima Bezerra não poupou críticas aos seus adversários políticos, classificando parte da oposição como "desqualificada" e movida pelo "ódio bolsonarista".

A governadora acusou setores da oposição de utilizarem fake news e ataques pessoais para desgastar a imagem do governo.

Eu vejo uma misoginia sem tamanho. Os ataques são elevados de canalhice, de desrespeito. É uma oposição muito virulenta", desabafou, ressaltando que críticas construtivas são bem-vindas, mas que o cenário atual prejudica o Estado.

Caminho institucional: PEC na Assembleia

Enquanto a governadora articula politicamente, a Assembleia Legislativa acelerou o rito institucional. Também nesta quarta-feira (11), foi instalada a comissão especial que analisará a PEC nº 03/2022. 

A proposta busca adequar a Constituição Estadual ao entendimento do STF, que exige novas eleições (neste caso, indiretas) em situações de vacância dupla nos dois últimos anos de mandato.

Composição da Comissão Especial:

O relatório deve ser votado no dia 25 de março. Caso as renúncias ocorram em abril, a eleição indireta deverá ser realizada em até 30 dias após a saída de Fátima e Walter.

Se a governadora sentir que não possui os votos necessários para eleger seu sucessor, aliados admitem que ela pode desistir da candidatura ao Senado para concluir o mandato, embora Fátima tenha reafirmado à Band que sua candidatura é estratégica para o projeto nacional de Lula.

Classificação Indicativa: Livre


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