Polícia
Publicado em 27/08/2026, às 10h12 Reprodução: Internet Redação
Uma turista de Fortaleza ficou ferida após ser atacada durante uma tentativa de estupro na manhã desta quarta-feira (26), em uma praia de Touros, no litoral Norte do Rio Grande do Norte.
Segundo o relato da vítima, ela caminhava sozinha quando percebeu que estava sendo seguida por um homem, que correu em sua direção e a alcançou.
Durante o ataque, os dois entraram em luta corporal. A mulher conseguiu reagir, afastar o suspeito e convencê-lo de que a polícia estava chegando.
Depois que o homem deixou o local, ela correu para o lado oposto, procurou um ponto onde pudesse se esconder e acionou pessoas próximas. Horas depois, um homem de 23 anos foi localizado e preso pela Polícia Militar.
A vítima precisou receber atendimento médico por causa das agressões. Ela sofreu uma fratura no maxilar, cortes na cabeça e na testa, além de outras lesões. Uma tomografia do crânio foi realizada e, de acordo com o relato da mulher, não apontou alterações nessa região.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer todas as circunstâncias do ataque e verificar se o suspeito pode ter envolvimento em outros crimes semelhantes registrados na região.
Turista percebeu que estava sendo seguida
A mulher contou que havia saído pela manhã para caminhar na praia quando cruzou com o suspeito. Pouco depois, percebeu que ele havia mudado de direção e começado a acompanhá-la.
Segundo a vítima, o homem passou a correr atrás dela. Diante da situação, ela também começou a correr enquanto tentava telefonar e compartilhar sua localização com pessoas que poderiam ajudá-la.
Ontem eu sofri uma tentativa de estupro na praia. Fui dar uma caminhada de manhã. Cruzei com o cara, ele começou a me perseguir e a correr atrás de mim. Eu, graças a Deus, corri muito e comecei a ligar, dando a minha localização e dizendo para onde estava correndo”, relatou.
A perseguição terminou quando o homem conseguiu alcançá-la. A partir desse momento, segundo o relato da turista, teve início uma luta corporal entre os dois.
Ela afirmou que tentou utilizar a informação de que a polícia estaria a caminho para fazer com que o agressor desistisse do ataque. A estratégia teria contribuído para que ele deixasse o local.
Vítima conseguiu escapar e pedir ajuda
De acordo com a mulher, durante a luta corporal ela conseguiu reagir fisicamente ao suspeito e afastá-lo. O homem também teria desferido socos contra ela antes de fugir.
“Ele deu uma volta, conseguiu me pegar, e a gente teve luta corporal. Eu lutei com ele e consegui espantá-lo. Comecei a falar que a polícia estava chegando, para ele correr. Ele me socou também. Depois, saiu correndo, eu corri na direção oposta e me escondi”, contou.
Após conseguir escapar, a vítima procurou um local onde pudesse se proteger. Ela também continuou tentando informar sua localização às pessoas que poderiam ajudá-la.
Posteriormente, o marido da turista e outras pessoas conseguiram encontrá-la. A mulher foi retirada do local e encaminhada para atendimento médico devido aos ferimentos provocados durante a agressão.
O relato prestado pela vítima também foi utilizado pelas forças de segurança durante as diligências realizadas para tentar localizar o suspeito.
Exames identificaram fratura no maxilar
A turista precisou passar por avaliação médica após o ataque. Entre os procedimentos realizados, esteve uma tomografia do crânio, solicitada para verificar a existência de possíveis lesões provocadas pelas agressões.
Segundo a vítima, o exame não identificou problemas na região do crânio. Apesar disso, ela apresentava outros ferimentos e relatou dificuldades para movimentar a mandíbula e mastigar.
“Precisaram me encaminhar para fazer tomografia de crânio, mas não deu nada nessa parte. Estou com uma fratura aqui, minha mordida está meio estranha e não estou conseguindo mastigar. Foram oito cortes na cabeça, não sei quantos pontos, e também tive um corte na testa”, afirmou.
Além da fratura no maxilar, os oito cortes na cabeça e o ferimento na testa exigiram atendimento médico. A quantidade de pontos necessários para fechar os ferimentos ainda não havia sido informada pela vítima.
A avaliação médica também deverá integrar o conjunto de informações consideradas durante a investigação policial, juntamente com o depoimento da mulher e os demais elementos reunidos pelas autoridades.
Suspeito foi localizado horas depois
Depois que a Polícia Militar tomou conhecimento da ocorrência, equipes iniciaram buscas na região para tentar identificar e localizar o responsável pelo ataque.
Segundo o delegado Ricardo Eduardo, diretor do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, o suspeito foi encontrado por volta das 16h30, algumas horas depois da tentativa de estupro.
A polícia informou que o homem teria trocado de roupa após o crime, numa tentativa de dificultar sua identificação. Quando foi abordado, ele já estaria usando outras peças de vestuário.
Apesar da mudança, os policiais encontraram dentro da mochila que estava com o suspeito as roupas que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas durante o ataque.
Roupas usadas no ataque estavam na mochila
A localização das peças de roupa foi considerada um dos elementos importantes para a investigação. Mesmo tendo trocado de vestimenta, o suspeito teria mantido as roupas utilizadas durante a agressão dentro da mochila.
Ele praticou a violência contra essa mulher trajando uma determinada roupa e, para tentar se camuflar e se esconder das forças de segurança, quando foi abordado à tarde, já estava com outra roupa. A Polícia Militar conseguiu identificar a bolsa que ele portava, e as roupas utilizadas durante a violência foram encontradas na mochila”, explicou Ricardo Eduardo.
A polícia também realizou procedimentos para verificar a identificação do homem. De acordo com o delegado, a vítima fez o reconhecimento fotográfico do suspeito.
O conjunto de informações obtidas após a localização do homem foi encaminhado para os procedimentos de investigação. A Polícia Civil deverá analisar os elementos disponíveis para determinar a dinâmica do crime e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Suspeito já era conhecido da polícia
Ainda segundo o delegado Ricardo Eduardo, o homem de 23 anos é morador da região e já era conhecido pela Polícia Militar em razão de outras ocorrências.
Entre os registros mencionados pelas autoridades está um caso envolvendo violência sexual contra um animal. A informação foi incluída no contexto da investigação, mas não significa, por si só, que o suspeito tenha cometido outros crimes contra mulheres.
A Polícia Civil agora apura se existe alguma relação entre o homem e outros casos de natureza sexual registrados na região de Touros.
A possibilidade de outros crimes está sendo investigada pelas autoridades a partir de informações e registros existentes. Eventuais conexões deverão ser confirmadas durante o andamento das investigações.
Homem resistiu à abordagem, diz polícia
Durante a abordagem, o suspeito teria resistido à ação dos policiais e negado inicialmente qualquer participação no ataque contra a turista.
Segundo a polícia, a situação mudou após a realização do reconhecimento fotográfico e a localização das roupas que teriam sido utilizadas durante a violência dentro da mochila.
O suspeito não esperava que seria identificado e preso. Ele resistiu durante a abordagem, negando, no primeiro momento, que tivesse praticado qualquer tipo de violência. Houve o reconhecimento fotográfico, e ele foi encontrado com a roupa utilizada escondida dentro da mochila”, afirmou o diretor do DPGV.
Após a abordagem, o homem foi conduzido para os procedimentos legais. A prisão ocorreu no mesmo dia do ataque, algumas horas depois da ocorrência registrada na praia.
Prisão ocorreu por três acusações
De acordo com a Polícia Civil, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de tentativa de estupro, tentativa de feminicídio e resistência.
As acusações registradas no momento da prisão serão analisadas no decorrer da investigação e dos procedimentos judiciais. A definição das responsabilidades e eventual condenação dependem da apuração dos fatos e das decisões da Justiça.
A inclusão da tentativa de feminicídio entre os crimes atribuídos ao suspeito está relacionada à avaliação feita pelas autoridades sobre a violência empregada durante o ataque. A investigação deverá reunir os elementos necessários para esclarecer a intenção e a dinâmica da agressão.
O caso permanece sob investigação e novas informações poderão ser incorporadas ao inquérito à medida que testemunhas sejam ouvidas, provas sejam analisadas e outros procedimentos sejam realizados.
Investigação ficará a cargo da Polícia Civil
A ocorrência é investigada pela Delegacia de Polícia de Touros. A unidade deverá aprofundar a apuração sobre o ataque, além de verificar se existem outros registros que possam ter relação com o suspeito.
A vítima também foi encaminhada à Delegacia de Plantão de Atendimento a Grupos Vulneráveis, onde prestou depoimento e realizou os procedimentos necessários para formalizar as informações sobre o crime.
Os relatos da vítima, os exames médicos, o reconhecimento do suspeito e as roupas encontradas na mochila fazem parte dos elementos que poderão ser analisados no decorrer da investigação.
A Polícia Civil também poderá buscar outras evidências capazes de esclarecer a dinâmica da ocorrência, incluindo informações sobre o deslocamento do suspeito antes e depois do ataque e eventuais testemunhas que estavam nas proximidades.
O trabalho das autoridades deverá determinar, ainda, se há indícios suficientes para relacionar o homem a outras ocorrências registradas na região.
Caso chama atenção para a segurança nas praias
O ataque ocorreu durante uma caminhada realizada pela manhã, quando a turista estava na praia. A ocorrência chama atenção para a importância de medidas de segurança em áreas de circulação de moradores e visitantes, especialmente em trechos com menor movimentação de pessoas.
A orientação para quem estiver sozinho em locais mais isolados é manter atenção ao entorno, evitar áreas completamente desertas e, sempre que possível, informar a familiares ou pessoas próximas sobre o trajeto.
Em situações de perseguição ou ameaça, a recomendação é procurar imediatamente um local movimentado e acionar as forças de segurança. No caso relatado em Touros, a vítima conseguiu compartilhar sua localização e buscar ajuda, além de tentar fazer o agressor acreditar que a polícia estava se aproximando.
A investigação agora deverá esclarecer todos os detalhes da ocorrência e definir as responsabilidades do suspeito. Enquanto isso, a vítima segue recebendo atendimento para os ferimentos provocados durante a agressão.