Polícia

"Tribunal do crime": após corpos serem achados em cova clandestina na Grande Natal, suspeito de duplo homicídio é preso

as apurações apontaram que as vítimas foram submetidas ao chamado "tribunal do crime", promovido por uma facção criminosa  |  Divulgação/PCRN

Publicado em 30/07/2026, às 12h33   Divulgação/PCRN   José Nilton Jr.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), com apoio do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM), cumpriu, na última quarta-feira (29), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 22 anos de idade investigado por duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. A prisão foi realizada em Parnamirim, na Grande Natal. 

As investigações começaram após o desaparecimento de duas pessoas e culminaram na confirmação dos assassinatos de Joseli Suerda dos Santos e Paulo Gomes de Freitas.

Após a prisão, o suspeito foi conduzido à delegacia e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Divulgação/PCRN

Vítimas foram mortas após julgamento em "tribunal do crime"

De acordo com informações da Polícia Civil, as apurações apontaram que as vítimas foram submetidas ao chamado "tribunal do crime", promovido por uma facção criminosa.

Elas teriam sido executadas sob a acusação de terem furtado drogas pertencentes ao grupo. Depois dos homicídios, os corpos foram levados para uma área de mata e enterrados em uma cova clandestina, na tentativa de dificultar a localização pelas autoridades.

Em fevereiro deste ano, os cadáveres foram encontrados na zona rural de Nísia Floresta, município que também fica na Grande Natal. 

Seis integrantes foram identificados

Ao longo da investigação, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte identificou seis integrantes da organização criminosa envolvidos no planejamento, na execução dos assassinatos e na ocultação dos corpos.

Ainda segundo a corporação, parte dos investigados já foi presa em cumprimento a mandados judiciais. Outros seguem foragidos e continuam sendo procurados pelas forças de segurança.

A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com as investigações ou com a localização dos suspeitos podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

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