Polícia
Publicado em 30/01/2026, às 10h21 Albari Rosa/Gazeta do Povo Malu Machado
A Justiça Federal impôs medidas cautelares rigorosas contra os principais nomes investigados na Operação Mederi, deflagrada nesta semana pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, sete alvos do esquema, que apura desvios na compra de medicamentos em diversas cidades potiguares, agora utilizam tornozeleiras eletrônicas, além do pagamento de fianças.
Entre os investigados que passam a ser monitorados pela Justiça, estão figuras ligadas à empresa Dismed e lideranças políticas. O prefeito de Paraú, João Evaristo Peixoto, e o ex-prefeito de Serra do Mel, José Moabe Zacarias Soares, estão entre os que precisam usar o dispositivo e pagaram R$ 100 mil em fiança cada.
Confira a lista completa dos monitorados:
No total, o valor das fianças aplicadas soma R$ 450 mil. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 13 milhões em bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
A Operação Mederi investiga um ciclo de corrupção que drenava recursos da saúde pública em municípios como Mossoró, Paraú, Serra do Mel, São Miguel e José da Penha. Segundo a PF e a CGU, o grupo atuava em duas frentes criminosas:
Na última terça-feira (27), a PF cumpriu 35 mandados de busca e apreensão, incluindo a residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que nega qualquer envolvimento nas irregularidades.
Ao todo, foram apreendidos R$ 251 mil em espécie, 33 celulares e diversos dispositivos eletrônicos que agora passam por perícia técnica.