Polícia
Publicado em 10/08/2026, às 14h37 Divulgação/PCRN José Nilton Jr.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), com apoio da Polícia Penal, prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (10), um homem de 45 anos de idade investigado por fazer parte e ser o líder de uma organização criminosa que atuaria no controle de passeios turísticos realizados com veículos 4x4 no litoral potiguar.
De acordo com as investigações, o grupo teria criado um esquema para controlar a prestação desse tipo de serviço, estabelecendo regras próprias, definindo preços e impondo restrições à atuação de profissionais que trabalhavam no setor.
Os integrantes também são suspeitos de aplicar ameaças, intimidações, constrangimentos ilegais e danos a veículos contra prestadores que não seguissem as determinações.
As apurações começaram em 2024 e deram origem à Operação Litoral, realizada em fevereiro de 2025. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta e João Pessoa, na Paraíba.
Durante a operação, os policiais apreenderam armas, munições, documentos e outros materiais considerados relevantes para o andamento da investigação.
Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram uma atuação organizada e contínua do grupo. Ao final do inquérito, dez pessoas foram indiciadas, considerando a participação individual de cada investigado, pelos crimes de associação criminosa, constrangimento ilegal e ameaça.
Durante as ações que levaram à prisão do homem de 45 anos, os policiais também encontraram indícios de negociação e comércio ilegal de armas. Segundo a Polícia Civil, as apurações apontam que algumas dessas armas teriam sido destinadas a pessoas associadas a facções criminosas.
Após os procedimentos legais na delegacia, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam e reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam auxiliar as autoridades podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.