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Polícia

STJ solta MCs e criador da Choquei, mas PF reage e pede nova prisão; entenda o caso

STJ solta MCs e criador da Choquei, entenda o caso, as suspeitas de esquema bilionário e os próximos passos da investigação.  |  Reprodução: Redes Sociais

Publicado em 23/04/2026, às 16h52   Reprodução: Redes Sociais   Jussier Lucas

A Polícia Federal solicitou à Justiça a prisão preventiva do cantor MC Ryan SP, do também funkeiro MC Poze do Rodo e do influenciador Raphael Sousa Oliveira, após a concessão de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça. O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (23) com base em novos elementos reunidos durante a investigação.

Segundo a PF, os investigados são suspeitos de integrar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. As apurações apontam o uso de bets ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada, criptomoedas e remessas ao exterior para ocultar a origem dos recursos.

Os três haviam sido presos temporariamente no último dia 15 durante a Operação Narco Fluxo. No entanto, a decisão do ministro Messod Azulay Neto considerou ilegal o prazo da prisão, o que levou à concessão do habeas corpus.

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Novos elementos e risco de continuidade

Com o avanço das investigações, a Polícia Federal afirma ter identificado indícios suficientes para justificar a conversão das prisões em preventivas. Entre os materiais analisados estão documentos, dispositivos eletrônicos e registros financeiros apreendidos durante a operação.

De acordo com os investigadores, a medida busca garantir a ordem pública e evitar a continuidade das atividades criminosas, além de impedir possíveis interferências nas apurações, como destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.

A investigação teve origem em operações anteriores e ganhou força após a análise de dados armazenados em nuvem, que permitiram mapear a estrutura da organização. Segundo a PF, o grupo operava com divisão de funções e utilizava mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos e uso de “laranjas”.

As defesas dos envolvidos contestam o novo pedido. Advogados de MC Ryan SP afirmaram que a solicitação da PF é “extemporânea” e defenderam o cumprimento da decisão do STJ. Já a defesa de MC Poze do Rodo declarou que não há fatos novos que justifiquem a medida.

A Justiça ainda deve analisar o pedido de prisão preventiva nos próximos dias.

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TagsPolícia federalHabeas corpusMc ryan spMc poze do rodo