Polícia
Publicado em 01/10/2026, às 13h55 Divulgação/PCRN José Nilton Jr.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu, nesta semana, as investigações sobre a morte de Raymundo Cesario, de 89 anos, vítima de um acidente de trânsito ocorrido no dia 9 de setembro de 2026, na Rua Alfredo Alves de Azevedo, no bairro Sebastião Maltês, em Caraúbas, no interior do estado.
A apuração apontou, em tese, que o condutor da motocicleta, um homem de 36 anos de idade, pode ter cometido homicídio culposo na direção da moto. Segundo a Polícia Civil, a possível responsabilização é agravada pelo fato de o motociclista não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Durante a investigação, a perícia analisou as circunstâncias do acidente e identificou que a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico e outras lesões graves provocadas pelo forte impacto.
Uma perícia complementar foi realizada para verificar a relação entre os ferimentos sofridos pela vítima e a velocidade desenvolvida pela motocicleta no momento da colisão.
O laudo técnico concluiu que as lesões eram compatíveis com um impacto de grande intensidade. No contexto analisado pelos peritos, os vestígios indicaram que a moto poderia estar trafegando a uma velocidade superior a 40 km/h.
Outro fator considerado pelos investigadores foi o local onde ocorreu o acidente. A colisão aconteceu em uma via urbana próxima à Escola Municipal Josué de Oliveira, em um horário de movimentação escolar.
A Polícia Civil também analisou depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos ao longo da investigação. Em depoimento, o condutor afirmou que realizava entregas de salgados quando ocorreu o acidente.
A moto envolvida na ocorrência estava registrada em nome do próprio suspeito. Conforme constatado durante a apuração, ele não possuía habilitação para conduzir veículos.
A análise conjunta das provas levou a Polícia Civil a apontar, em tese, a ocorrência de homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravamento relacionado à ausência de habilitação.
Com o encerramento da investigação, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte. Caberá ao órgão analisar os elementos reunidos pela Polícia Civil e adotar as medidas que considerar cabíveis.
A conclusão do inquérito não representa, por si só, condenação do investigado. A eventual responsabilização criminal dependerá da análise do Ministério Público e das demais etapas previstas no processo judicial.
A Polícia Civil reforçou ainda a importância da participação da população no esclarecimento de ocorrências e investigações. Informações que possam auxiliar as autoridades podem ser repassadas de forma anônima e segura pelo Disque Denúncia 181.