Polícia
por José Nilton Jr.
Publicado em 30/09/2026, às 13h18
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) concluiu a investigação sobre o ataque contra o Cabo Deyvison, vereador de Mossoró, que aconteceu no dia 15 de junho de 2026, nas proximidades da UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró. No ataque, o assessor e cinegrafista do parlamentar, identificado como Diego, foi atingido na cabeça e morreu.
De acordo com a investigação, três homens armados chegaram ao local em um Toyota Corolla preto e efetuaram disparos contra um grupo de pessoas. O vereador, que seria o alvo da ação, foi atingido, mas sobreviveu.
A apuração policial apontou que o ataque teria sido planejado previamente, com funções específicas atribuídas aos envolvidos. Parte da organização da ação teria ocorrido por meio de um grupo de WhatsApp denominado "Missão".
De acordo com a Polícia Civil, a motivação investigada estaria relacionada à atuação do policial contra grupos criminosos. Ao longo das ações, seis suspeitos foram indiciados por diferentes níveis de participação no crime.
Três deles foram apontados como responsáveis pela execução do ataque, enquanto outros dois teriam atuado na coordenação da ação. Um sexto investigado foi indiciado por participação consciente nos crimes.
As investigações também identificaram um sétimo suspeito, conhecido pelo apelido de "União". De acordo com a Polícia Civil, ele teria ligação com o grupo responsável pela coordenação do ataque, mas sua identidade ainda não foi confirmada.
Para reconstruir a dinâmica do crime, os investigadores analisaram imagens de videomonitoramento, depoimentos, reconhecimentos e impressões digitais encontradas nos veículos utilizados durante a ação e na fuga.
Também foram realizados exames periciais e análises balísticas, além do levantamento de dados telemáticos e mensagens trocadas entre os suspeitos. O conjunto de elementos foi utilizado para identificar a participação atribuída a cada investigado.
Durante as diligências, dois suspeitos foram presos no Ceará enquanto tentavam fugir. Um terceiro teve a prisão preventiva cumprida em 24 de junho de 2026.
Os investigados foram indiciados, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, domínio social estruturado e delitos relacionados a armas de fogo.
A investigação também apontou possíveis crimes de adulteração de sinal identificador de veículo, sequestro e fraude processual.
Após a conclusão das diligências consideradas essenciais, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A Polícia Civil informou que a apuração continua para identificar "União" e verificar a eventual participação de outras pessoas no ataque.
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