Polícia
Publicado em 05/06/2026, às 14h51 Imagem ilustrativa: Reprodução/Banco 24 horas José Nilton Jr.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com o apoio da Polícia Penal, efetivou, nesta semana, um mandado de prisão preventiva contra um homem de 48 anos de idade. Ele está sendo investigado na "Operação Parasitas", que começou no dia 12 do mês passado. A prisão foi realizada na unidade prisional onde o indivíduo já se encontrava detido, em Parnamirim.
A nova ordem judicial foi expedida após o avanço das investigações e a identificação de outras vítimas supostamente lesadas pelo esquema criminoso. Além disso, a Justiça determinou o retorno do investigado ao regime fechado em um processo anterior relacionado ao tráfico de drogas.
Mesmo já preso, o homem passou a responder por novos fatos apurados durante a investigação conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o suspeito fazia parte de um grupo especializado na aplicação do golpe conhecido como "chupa-cabra", prática criminosa que consiste na instalação de equipamentos clandestinos em caixas eletrônicos.
Os dispositivos eram utilizados para reter cartões bancários das vítimas. Após o problema ser provocado artificialmente, os criminosos se aproximavam oferecendo ajuda e realizavam a troca dos cartões sem que os usuários percebessem.
Com os cartões em mãos, o grupo conseguia acessar contas bancárias e efetuar transações fraudulentas, causando prejuízos financeiros às vítimas.
Até o momento, a Polícia Civil atribui ao suspeito crimes de associação criminosa, quatro furtos mediante fraude e 47 ocorrências relacionadas à supressão de documento particular.
As investigações continuam para identificar outras pessoas que possam ter sido vítimas do esquema e para apurar a participação de possíveis comparsas.
A corporação também trabalha para mapear a atuação da organização criminosa em diferentes municípios e verificar a extensão dos prejuízos causados.
Deflagrada em maio deste ano, a Operação Parasitas cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e na Paraíba.
As apurações revelaram a existência de uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias praticadas por meio da instalação de dispositivos ilegais em terminais de autoatendimento.
O nome da operação faz referência à forma de atuação dos investigados, que se aproveitavam das vítimas para obter dados bancários e cartões, semelhante à ação de parasitas sobre seus hospedeiros.