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Polícia

PL ainda não se manifestou sobre operação que apreendeu R$ 1,5 milhão em espécie de deputado do partido no RN

A Polícia Federal investiga uso de recursos não declarados em campanha, com apreensão de mais de R$ 1,5 milhão em espécie em Natal  |  Reprodução

Publicado em 14/09/2026, às 19h02   Reprodução   Jussier Lucas

O Partido Liberal (PL) ainda não se manifestou publicamente sobre a Operação Sem Lastro, deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal (PF) em Natal. A investigação apura suspeitas relacionadas à utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha e resultou na apreensão de mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro em espécie.

A defesa do deputado estadual Luiz Eduardo Bento da Silva (PL), candidato à reeleição, confirmou que parte dos valores sacados de contas do parlamentar estava guardada na residência dele. Segundo os advogados, a movimentação financeira foi lícita, declarada e teria origem comprovada.

Luiz Eduardo nega que o dinheiro tivesse finalidade eleitoral. Em nota, a defesa afirma que os valores não foram utilizados e que a documentação destinada a comprovar a origem dos recursos será apresentada às autoridades responsáveis pela investigação.

PF apura possível uso de recursos não declarados

Segundo a Polícia Federal, a Operação Sem Lastro investiga indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha.

A corporação informou ter identificado saques realizados por um servidor do Rio Grande do Norte em circunstâncias que, de acordo com a investigação, seriam incompatíveis com o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Natal, os agentes recolheram mais de R$ 1,5 milhão em espécie, além de celulares, documentos e equipamentos eletrônicos. As buscas foram autorizadas pela Justiça Eleitoral.

A PF não informou como o dinheiro estava distribuído entre os dois endereços alvo da operação. A corporação também não identificou Luiz Eduardo em seu comunicado oficial sobre a operação.

A relação do deputado com os valores, no entanto, foi confirmada pela própria defesa, que reconheceu que recursos sacados de contas do parlamentar estavam armazenados na residência dele.

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Defesa nega finalidade eleitoral dos valores

Em manifestação divulgada após a operação, a defesa de Luiz Eduardo afirmou que os recursos tinham origem lícita, estavam declarados e eram compatíveis com a movimentação financeira do deputado.

Os advogados também negaram que o dinheiro tivesse sido utilizado em atividades eleitorais. A defesa não informou, porém, o valor exato que estava na residência do parlamentar, as datas dos saques ou o motivo para a manutenção da quantia em espécie.

A documentação apresentada pela defesa deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pelo caso. A investigação ainda está em andamento, e a apreensão do dinheiro não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual prática de Caixa 2 ou outro crime eleitoral.

PL ainda não divulgou posicionamento

Até a publicação desta matéria, o Partido Liberal não havia divulgado nota sobre a Operação Sem Lastro ou sobre a situação envolvendo o deputado Luiz Eduardo.

Também não foram divulgados publicamente o número do processo, a zona eleitoral responsável pelo caso, o magistrado que autorizou as buscas ou um prazo para conclusão do inquérito.

Não há informação, até o momento, sobre prisão, denúncia ou indiciamento relacionado ao caso.

A investigação deve avançar com a análise dos materiais apreendidos e com o rastreamento da origem e da possível destinação dos valores encontrados durante a operação.

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