Polícia
Publicado em 04/09/2026, às 12h03 Foto: Reprodução/Assessoria Giovana Gurgel
A Operação Zero Álcool já levou 534 motoristas à prisão por embriaguez ao volante em Natal e municípios da Região Metropolitana entre janeiro e 31 de agosto de 2026, o maior número registrado no RN em mais de uma década. O levantamento do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), ligado ao Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) da Polícia Militar (PMRN), supera em 9,4% todas as 488 prisões contabilizadas durante 2025.
O resultado coloca 2026 no topo da série histórica iniciada em 2016, ano em que entrou em vigor a regulamentação relacionada à recusa ao teste de alcoolemia prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A marca foi alcançada ainda antes do fim do ano e representa uma mudança expressiva em relação aos períodos em que os registros chegaram a seus menores níveis.
Entre os municípios monitorados, Extremoz aparece na liderança, com 166 prisões realizadas neste ano. Na sequência estão Macaíba, com 86 ocorrências, e Natal, com 62. Os números fazem parte das fiscalizações realizadas para impedir que motoristas sob efeito de álcool continuem circulando pelas vias.
A Operação Zero Álcool foi instituída oficialmente em 2025 e passou a atuar de maneira complementar às ações da Seção Lei Seca. A estratégia ampliou a presença das forças de segurança nas ruas e intensificou as abordagens voltadas à identificação de condutores que dirigem após consumir bebidas alcoólicas.
A prisão por embriaguez ao volante ocorre quando o teste de alcoolemia aponta concentração igual ou superior a 0,34 mg de álcool por litro de ar alveolar. A medida também pode ser adotada quando o motorista se recusa a soprar o etilômetro, mas apresenta sinais de alteração da capacidade psicomotora, desde que sejam atendidos os critérios estabelecidos pela legislação de trânsito.
A evolução dos registros mostra que o aumento observado em 2026 não ocorreu de forma isolada. Depois de alcançar 357 prisões em 2016, o RN registrou quedas sucessivas nos anos seguintes, chegando a apenas 25 casos em 2019. A partir de 2022, porém, os números voltaram a crescer.
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Em 2020, foram registradas 34 prisões, enquanto 2021 terminou com 44. O cenário mudou em 2022, quando foram contabilizados 253 casos. No ano seguinte, o número praticamente dobrou e chegou a 477 prisões por embriaguez ao volante.
Em 2024, houve uma redução para 349 ocorrências, mas a quantidade voltou a subir em 2025, quando 488 motoristas foram presos. Com apenas oito meses contabilizados em 2026, o número já ultrapassou o total de todo o ano anterior e estabeleceu o maior resultado da série apresentada pelo BPRv.
A comparação também evidencia a dimensão da alta. As 534 prisões registradas até agosto representam 177 casos a mais do que o total de 2024 e 57 ocorrências acima de todo o resultado de 2025. Em relação ao primeiro ano da série, 2016, o número atual é cerca de 50% maior.
| Ano | Prisões por embriaguez |
|---|---|
| 2016 | 357 |
| 2017 | 91 |
| 2018 | 79 |
| 2019 | 25 |
| 2020 | 34 |
| 2021 | 44 |
| 2022 | 253 |
| 2023 | 477 |
| 2024 | 349 |
| 2025 | 488 |
| 2026 | 534 |
Dados de 2026 contabilizados até 31 de agosto.
O avanço das prisões ocorre em meio ao esforço das forças de segurança para ampliar a fiscalização e reduzir a circulação de motoristas que dirigem após o consumo de álcool.