Polícia

Operação Mute faz revista em presídio do RN e não encontra celulares ou dispositivos eletrônicos

Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a operação conta com o apoio da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap)  |  Reprodução/Seap

Publicado em 22/09/2026, às 15h24   Reprodução/Seap   José Nilton Jr.

A Operação Mute, mobilização nacional voltada ao combate à entrada e circulação de celulares e outros dispositivos eletrônicos em unidades prisionais, foi iniciada nesta terça-feira (22) no Rio Grande do Norte. A primeira ação ocorreu na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal. No local, equipes realizaram uma revista nas celas.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a operação conta, no estado, com o apoio da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) e da Polícia Penal. Durante a inspeção realizada nesta terça-feira, não foram encontrados celulares ou outros dispositivos eletrônicos.

A mobilização reúne policiais penais federais e estaduais, com atuação baseada em ações de inteligência e revistas estratégicas para localizar e retirar materiais proibidos das unidades prisionais.

RN reforça fiscalização contra aparelhos eletrônicos

Segundo a Seap, o Rio Grande do Norte vem adotando medidas permanentes para impedir a entrada de celulares e equipamentos eletrônicos nos presídios. As diferentes edições da Operação Mute realizadas no estado fazem parte desse trabalho de fiscalização.

Além das revistas periódicas, o sistema penitenciário potiguar utiliza equipamentos como bodyscans e detectores de metais para ampliar o controle sobre pessoas e materiais que entram nas unidades.

A atuação integrada entre tecnologia, inteligência e operações de fiscalização busca dificultar a entrada de objetos proibidos e reduzir as possibilidades de comunicação não autorizada dentro dos estabelecimentos prisionais.

Operação nacional mira combate ao crime organizado

A Operação Mute integra o calendário de ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senappen, e tem como um dos focos o enfrentamento à atuação de organizações criminosas a partir do sistema penitenciário.

Um fator apontado pela administração penitenciária como medida de segurança no RN é a ausência de pontos de energia elétrica nas celas. A medida segue recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e dificulta o carregamento e a utilização de equipamentos eletrônicos pelos internos.

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