Polícia
Publicado em 30/04/2026, às 08h27 Reprodução internet Redação
Uma ofensiva do Ministério Público do Rio Grande do Norte mobilizou dezenas de agentes na manhã desta quinta-feira (30) com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas no litoral sul do estado.
Batizada de operação Hydra, a ação teve como alvo um grupo com atuação em Baía Formosa e Canguaretama.
A iniciativa é um desdobramento direto de investigações anteriores conduzidas pelo órgão, que já vinham apontando a continuidade de atividades ilícitas mesmo após operações anteriores.
Entre os crimes investigados estão tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de armas de fogo.
Como a operação foi executada
A operação contou com apoio da Polícia Militar para o cumprimento de mandados judiciais expedidos com base em provas reunidas ao longo das investigações.
- 9 mandados de prisão
- 12 mandados de busca e apreensão
- 2 promotores de Justiça envolvidos
- 21 servidores do MPRN mobilizados
- 90 policiais militares na ação
Os alvos foram identificados a partir de cruzamento de dados telemáticos autorizados pela Justiça, além de elementos coletados em fases anteriores da apuração.
Investigações revelaram estrutura organizada
Os relatórios técnicos indicaram que o grupo investigado mantinha uma atuação contínua e estruturada no tráfico de entorpecentes, com registros de comercialização em diferentes datas e organização logística para distribuição.
As apurações também apontaram o uso de dispositivos eletrônicos e redes sociais como ferramentas estratégicas para comunicação interna, coordenação de ações e monitoramento do policiamento nas áreas de atuação.
Conexão com operações anteriores
A operação Hydra se apoia em provas obtidas em duas ações anteriores:
Operação Leviatã (dezembro de 2024): resultou na apreensão de armas, munições e drogas
Operação Kraken (agosto de 2025): possibilitou a coleta de smartphones com dados relevantes para a investigação
Essas fases foram fundamentais para mapear a hierarquia do grupo e identificar funções específicas dentro da organização criminosa.
Lideranças e reincidência criminal
Segundo o MPRN, as investigações permitiram individualizar condutas e identificar lideranças responsáveis pela gestão financeira e operacional do tráfico local.
Parte dos investigados já possuía antecedentes criminais ou estava sob monitoramento eletrônico, o que reforça a suspeita de reincidência.
Conversas obtidas durante a apuração revelaram negociações de drogas em larga escala e fornecimento de armamento para manutenção do controle territorial.
Materiais apreendidos reforçam provas
Durante a ação, foram apreendidos diversos itens que devem fortalecer o conjunto probatório e ampliar o alcance das investigações:
- Aparelhos celulares
- Armas de fogo
- Entorpecentes
- Materiais usados na contabilidade do crime
O material recolhido será analisado para identificar possíveis ramificações do grupo e aprofundar o mapeamento da organização criminosa no estado.