Polícia
Publicado em 11/08/2026, às 10h02 Divulgação/MPRN Lavínia Manso
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em conjunto com forças que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Rio Grande do Norte (Gaesf/RN), deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Barão do Trigo contra um grupo econômico investigado por sonegação fiscal, associação criminosa e lavagem de capitais. A ofensiva cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, Santa Cruz, Ceará-Mirim, Canguaretama e Acari.
A operação contou com a participação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), por meio da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), e da Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz). A Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCI/RN) também prestou apoio às diligências.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos celulares, computadores, mídias digitais, dinheiro em espécie e documentos contábeis considerados relevantes para o avanço das investigações. Pelo MPRN, participaram da ação dois promotores de Justiça e oito servidores.
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Segundo a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para emitir notas fiscais falsas entre as próprias empresas. A prática teria como finalidade simular operações comerciais e ocultar estoques de mercadorias.
As transações fictícias faziam parte da estrutura investigada pelos órgãos que integram o Gaesf/RN. A análise das movimentações empresariais e dos documentos apreendidos deverá contribuir para dimensionar o esquema e identificar a participação dos envolvidos.
Além das buscas, a decisão judicial determinou o sequestro de veículos e de cotas sociais pertencentes a cinco empresas que continuam em atividade. Também foi autorizado o bloqueio de ativos mantidos no mercado financeiro.
A decisão judicial estabeleceu ainda a nomeação de um administrador judicial para acompanhar e gerir as atividades das empresas atingidas pelas medidas. A determinação busca preservar o funcionamento dos negócios enquanto as investigações avançam.
Os materiais recolhidos durante a operação serão submetidos a análises e perícias. Entre os itens apreendidos estão dispositivos eletrônicos e documentos contábeis que podem revelar novas informações sobre as operações financeiras e comerciais investigadas.
As diligências ocorreram de forma simultânea em seis municípios do Rio Grande do Norte, ampliando o alcance da ofensiva contra o grupo econômico investigado.
A Operação Barão do Trigo é resultado da atuação integrada do Gaesf/RN, estrutura formada para investigar fraudes tributárias complexas e atuar na recuperação de recursos relacionados a crimes fiscais.
O grupo reúne diferentes instituições estaduais e atua na análise técnica de operações suspeitas, buscando identificar estruturas utilizadas para ocultar patrimônio e reduzir ilegalmente o pagamento de tributos.
O Ministério Público é representado no Gaesf/RN pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A atuação conjunta busca responsabilizar os envolvidos em grandes esquemas de sonegação e recuperar valores que, segundo os órgãos, deveriam retornar aos cofres públicos para o financiamento de políticas públicas.