Polícia
Publicado em 04/11/2026, às 18h58 Reprodução Jussier Lucas
Uma mulher de 26 anos relatou ter sido agredida pelo namorado, de 33 anos, e mantida em cárcere privado por aproximadamente três dias em São Miguel, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo familiares, as agressões começaram no sábado (31) e se estenderam até terça-feira (3), quando a vítima conseguiu escapar.
De acordo com o padrasto da mulher, ela sofreu agressões com fios elétricos, cabo de vassoura e outros objetos. O familiar também relatou que o suspeito jogou álcool sobre o corpo da vítima, que chegou a desmaiar durante os episódios de violência. Ela sofreu uma fratura no maxilar.
A fuga aconteceu em um momento em que o namorado foi ao banheiro. Após deixar o imóvel, a mulher recebeu ajuda de um mototaxista que passava pelo local e foi levada para a casa de uma tia. O caso é investigado pela Polícia Civil.
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O homem foi preso em flagrante na terça-feira (3), mas a prisão ocorreu por porte ilegal de arma de fogo, e não diretamente pelas agressões. Segundo o delegado Jonaildo Cândido, a arma foi encontrada durante uma diligência da Polícia Civil na zona rural do município.
A investigação teve início depois que familiares procuraram a delegacia para relatar a violência. Conforme o delegado, a vítima informou aos policiais que o namorado havia retornado à residência para buscar uma arma de fogo.
Durante as buscas, os agentes localizaram o suspeito e encontraram a arma no imóvel. Segundo Jonaildo Cândido, não havia requisitos legais para a prisão em flagrante pelas agressões, uma vez que os episódios teriam ocorrido dias antes de a família registrar a denúncia.
A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar as agressões e as demais violências relatadas pela mulher. O suspeito poderá responder por lesão corporal, ameaça em contexto de violência doméstica e tortura.
Segundo o delegado, a Justiça concedeu medidas protetivas à vítima, com determinação de afastamento do suspeito e monitoramento por tornozeleira eletrônica.
O padrasto também relatou que o homem costumava deixar o som em volume alto durante as agressões, numa tentativa de impedir que os pedidos de ajuda fossem ouvidos por outras pessoas.
Ainda segundo a família, mesmo depois da fuga, o suspeito teria procurado pela mulher no endereço onde ela estava abrigada. Diante da situação, os familiares buscaram auxílio policial e permaneceram em uma residência de parentes até a chegada dos agentes.