Polícia
Publicado em 14/07/2026, às 07h13 Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi Lavínia Manso
A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu levar a júri popular Luana Ludmylla Freire dos Santos e Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo, acusados de assassinar Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza em maio de 2025, na Avenida Olavo Montenegro, em Parnamirim, na Grande Natal.
A sentença de pronúncia foi assinada no último sábado (11) e determina que os dois respondam perante o Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido.
A decisão foi proferida pelo juiz Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim. O magistrado concluiu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado por jurados, esclarecendo que a sentença de pronúncia não representa uma condenação.
Além de encaminhar o processo para julgamento popular, o juiz manteve a prisão preventiva dos dois acusados. Segundo a decisão, continuam presentes os fundamentos que justificam a medida cautelar, entre eles a gravidade dos fatos, o suposto uso de arma de fogo de uso restrito e o temor manifestado por testemunhas durante a investigação.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o crime teve motivação passional. As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo teria efetuado os disparos, enquanto Luana Ludmylla Freire dos Santos, ex-companheira de Jordan e atual companheira de Leandro, teria participado da ação conduzindo o veículo utilizado no ataque.
O caso foi investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim. A denúncia foi recebida pela Justiça em julho de 2025 e, posteriormente, passou por aditamento para incluir Luana como ré após o avanço das investigações.
Leandro foi preso pela Polícia Civil em 22 de maio de 2025, poucos dias após o crime. Já Luana foi detida em setembro do mesmo ano, depois que os investigadores reuniram elementos que indicavam sua participação na execução do homicídio.
Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza foram baleados no dia 12 de maio de 2025, por volta das 18h50, enquanto trafegavam em um Fiat Uno Way verde pela Avenida Olavo Lacerda Montenegro, entre os bairros Parque das Nações, conhecido como Coophab, e Nova Parnamirim.
Segundo a acusação, um Fiat Uno branco se aproximou do veículo das vítimas e Leandro efetuou diversos disparos. Jordan morreu ainda no local. Mariana chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Deoclécio Marques de Lucena, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Testemunhas relataram que, mesmo ferida, Mariana conseguiu deixar o veículo para pedir ajuda e teria identificado o autor dos disparos às pessoas que prestaram socorro. O julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não tem data definida pela Justiça.