Polícia
Publicado em 25/08/2026, às 11h37 reprodução Eli Bernardo
Um homem foi flagrado com três crânios humanos dentro de uma sacola em uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), em Porto Alegre.
A ocorrência inusitada foi registrada nesta segunda-feira 24 e está sob investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Os funcionários da unidade acionaram a polícia após perceberem que um paciente estaria com uma faca no local. Quando os agentes chegaram ao CAPs, foram informados de que o objeto já havia sido retirado.
Durante o atendimento, os policiais souberam que o homem também levava três crânios em uma sacola. O material foi recolhido, assim como a faca localizada na ocorrência.
O paciente foi encaminhado para um hospital local e permaneceu internado. A polícia não informou se ele prestou depoimento nem divulgou detalhes sobre o estado de saúde do homem.
A faca e os crânios foram levados para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Taquara, que deve investigar e esclarecer de onde vieram os restos humanos e como chegaram até o homem.
Investigação dos crânios
Os três crânios serão submetidos a exames periciais e a mapeamento genético. Os procedimentos vão ajudar a estimar características do material e buscar elementos para a identificação das pessoas às quais os restos pertenciam.
A confirmação da identidade depende da condição do material e da existência de dados que permitam uma comparação. Nos casos envolvendo restos humanos, a perícia pode recorrer a informações antropológicas, odontológicas e genéticas, conforme as características preservadas.
Polícia apura violação de sepultura
Uma das hipóteses investigadas pela polícia é que os crânios tenham sido retirados de sepulturas. Mas até o momento, no entanto, a Polícia Civil não confirmou a procedência do material nem informou se algum cemitério específico está relacionado ao caso.
A apuração considera a possível prática de violação de sepultura. O artigo 210 do Código Penal brasileiro prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa, para quem violar ou profanar sepultura ou urna funerária.
O enquadramento definitivo do crime dependerá das provas reunidas. Primeiro, os investigadores precisam estabelecer a origem dos crânios, identificar quando foram retirados e esclarecer se houve participação de outras pessoas no crime.
Internação não encerra a investigação
O homem está internado em uma unidade de saúde mental, porém, isso não determina, por si só, sua responsabilidade pelo episódio. A condição clínica e a investigação criminal são analisadas separadamente pelas autoridades responsáveis.
Enquanto isso, ele permanece sob atendimento médico. A Polícia Civil seguirá com a análise da faca, dos restos humanos e das circunstâncias em que o material foi encontrado. Não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas ao caso.