Polícia
Publicado em 14/01/2026, às 15h04 Reprodução, Record TV / Purepeople Eli Bernardo
Suzane Von Richthofen voltou a ser alvo de polêmicas, dessa vez em relação a disputa da herança de seu tio Miguel Abdala Netto, de 76 anos, encontrado morto dentro da própria casa, no Campo Belo, em São Paulo, no último dia 9.
Se for para Justiça, a briga pela herança será contra Silvia Magnani, uma prima de primeiro grau do médico, com quem ele teve um relacionamento por 14 anos.
A estimativa é que os bens deixados por ele somem quase R$ 5 milhões.
Em entrevista ao jornal O Globo, a ex-companheira de Abdala Netto afirmou que, quanto a herança, quer que se faça justiça ao médico, já que no tempo em que estiveram juntos, ele “falava horrores da Suzane”.
“Porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho [Andreas] destruído emocionalmente”, declarou.
Para a prima de Abdala Netto, se a justiça entender que a sobrinha deve ficar com a herança, isso será feito. O cenário só muda se o tio de Suzane tiver deixado um testamento indicando quem deve ficar com os bens.
Ainda segundo Silvia, o desejo do médico era ser enterrado ao lado da mãe e dos avós. No entanto, isso não foi possível. Como o Abdala vivia isolado e sem contato regular com a família, a despedida foi simples e solitária. “Só estava eu no cemitério”, afirmou Silvia.
Miguel Abdala Netto vivia sozinho e não deixou cônjuge, filhos ou irmãos vivos. Sem herdeiros diretos, os parentes mais próximos são os sobrinhos: Andreas e Suzane von Richthofen.
Silvia ainda disse que tentou localizar Andreas, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele estaria vivendo no litoral de São Paulo, segundo ela. Por isso, a disputa pelos bens deixados pelo médico fica entre as duas, e deve ser decidido no Judiciário.
Morte de Abdalla
O médico, Miguel Abdalla Netto, de 76 anos e tio materno de Suzane e Andreas von Richthofen, foi encontrado morto na sexta-feira, 9, na Zona Sul de São Paulo. A informação foi confirmada pela Polícia Militar.
Segundo a PM, o corpo de Abdalla Netto foi encontrado na casa dele, na Vila Congonhas, na tarde de sexta-feira, dia 9. A equipe que atendeu a ocorrência não identificou sinais de violência.
Os policiais foram acionados por um vizinho, após funcionários de Abdalla Netto estranharem sua ausência por dois dias. O caso foi apresentado no 27º Distrito Policial, em Moema, onde seguem as investigações.
Miguel foi o tutor de Andreas, irmão de Suzane, até que ele completasse 18 anos. Ele também foi ex-inventariante de Marísia e Manfred Richthofen, mortos em 2002 pelos irmãos Cravinhos a mando de Suzane.
Ela foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo duplo homicídio triplamente qualificado e cumpre a pena em regime aberto desde o início de 2023.