Polícia
Publicado em 08/07/2026, às 12h39 Reprodução/PCRN José Nilton Jr.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), com apoio das polícias civis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, prendeu nesta quarta-feira (8) um homem de 31 anos de idade investigado por fazer parte de um esquema de estelionato que teria causado prejuízo superior a R$ 1,16 milhão a uma instituição financeira.
Contra ele havia três mandados de prisão preventiva pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.Segundo as investigações, o suspeito foi localizado no Rio de Janeiro após um trabalho conjunto entre as forças de segurança dos três estados.
Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.
As investigações apontam que o grupo criminoso atuou entre 2024 e o início deste ano, período em que foram identificadas 41 fraudes distribuídas por pelo menos 13 estados brasileiros.
De acordo com informações da Polícia Civil, o investigado falsificava Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e comprovantes de residência em nome de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com os documentos falsos, ele abria contas bancárias e contratava empréstimos consignados utilizando a identidade das vítimas.
Após a liberação dos valores, o dinheiro era sacado e transferido para contas de terceiros, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos e ocultar sua origem. Em uma das fraudes identificadas em Natal, o suspeito utilizou dinheiro obtido ilegalmente para comprar mais de R$ 15 mil em moeda estrangeira, numa tentativa de dissimular a origem dos valores.
Ainda de acordo com as apurações da Polícia Civil, o homem não atuava sozinho. Pelo menos outras dez pessoas são investigadas por participação no esquema, auxiliando tanto na execução das fraudes quanto na movimentação financeira destinada à lavagem do dinheiro.
Segundo a polícia, os elementos reunidos mostram que o estelionato era a principal fonte de renda do investigado, já que não foram encontrados indícios de atividade profissional compatível com o patrimônio acumulado durante o período dos crimes.
Os investigadores também destacaram que o suspeito costumava exibir um padrão de vida elevado em perfis públicos nas redes sociais, comportamento considerado incompatível com sua renda formal.
Além dos mandados expedidos pelas Justiças do Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e apurar novas fraudes que possam estar ligadas ao grupo.
A corporação reforçou que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.