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Polícia

Golpe do falso sequestro: idosa entrega joias avaliadas em mais de R$ 500 mil; veja como se proteger

A rápida ação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte resultou na prisão de três suspeitos e na recuperação integral das joias roubadas  |  Reprodução internet

Publicado em 18/06/2026, às 12h35   Reprodução internet   Redação

Uma idosa de 80 anos viveu mais de 12 horas de terror psicológico após ser enganada por criminosos que simularam o sequestro da própria filha.

O caso terminou com a entrega de joias avaliadas em mais de R$ 500 mil, mas a rápida atuação da Polícia Civil permitiu recuperar integralmente os bens e prender três suspeitos envolvidos na fraude.

As prisões ocorreram na noite de quarta-feira (17), durante a Operação Cativeiro Virtual, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos no bairro Potengi, enquanto uma mulher, de 25 anos, foi presa no bairro Nossa Senhora da Apresentação, ambos localizados na Zona Norte de Natal.

Segundo a investigação, o golpe começou na noite de terça-feira (16), quando a idosa recebeu uma chamada de vídeo por meio de um aplicativo de mensagens.

Durante o contato, um homem afirmou que a filha da vítima havia sido sequestrada e que estaria sendo mantida em cárcere privado na cidade de São Paulo.

Para tornar a história mais convincente, uma mulher participou da ligação fingindo ser a filha da idosa, reforçando as ameaças e aumentando o desespero da vítima.

Pressão psicológica durou mais de 12 horas

A investigação aponta que a vítima foi submetida a sucessivas ameaças e intensa coação emocional durante toda a madrugada e parte do dia seguinte.

Convencida de que a vida da filha corria perigo, a idosa aceitou seguir as orientações dos criminosos.

Em determinado momento, ela entregou uma mala contendo joias de alto valor a um homem que chegou ao local em uma motocicleta para recolher os objetos.

Polícia recuperou todo o material

Após desconfiar da situação, a vítima procurou a Polícia Civil, que iniciou imediatamente as diligências para localizar os envolvidos.

Ao longo do dia, os investigadores identificaram os responsáveis por receber, ocultar e encaminhar os bens retirados da vítima.

Durante as buscas, os policiais descobriram que a mala com as joias já estava em uma agência dos Correios de Natal e seria enviada para o estado do Rio de Janeiro.

A carga foi interceptada antes da remessa, permitindo a recuperação integral dos objetos.

Grupo atuava em diferentes estados

As investigações indicam que o esquema criminoso possuía integrantes atuando em várias regiões do país.

Segundo a Polícia Civil, parte da organização era responsável por fazer as ligações, aplicar a pressão psicológica e conduzir a fraude de forma remota.

Já os suspeitos presos no Rio Grande do Norte teriam atuado na etapa logística do golpe.

Entre as funções atribuídas aos investigados estão:

• Recebimento dos bens entregues pela vítima;

• Ocultação do material subtraído;

• Encaminhamento das joias para outros estados;

• Apoio à estrutura operacional da organização criminosa.

Suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional

Após serem autuados em flagrante pelo crime de extorsão mediante grave ameaça, os três suspeitos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais.

Em seguida, eles foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa, especialmente aqueles responsáveis pelas chamadas e pela manipulação psicológica da vítima.

Entenda como funciona o golpe do falso sequestro

Nessa modalidade criminosa, golpistas entram em contato com uma pessoa afirmando que um familiar foi sequestrado e exigem dinheiro ou bens para a suposta libertação da vítima.

Para aumentar a credibilidade da fraude, os criminosos costumam utilizar informações obtidas em redes sociais, além de reproduzir gritos, choros e vozes de comparsas se passando pelo familiar ameaçado.

O objetivo é provocar pânico e impedir que a vítima tenha tempo para verificar se a informação é verdadeira.

Como se proteger desse tipo de golpe

A Polícia Civil orienta que, diante de uma situação semelhante, a principal medida é manter a calma e tentar contato imediato com o familiar supostamente sequestrado.

Também é recomendado procurar outros parentes ou pessoas próximas para confirmar a localização da pessoa mencionada pelos criminosos.

Orientações das autoridades:

• Não realizar transferências bancárias;

• Não entregar dinheiro ou objetos de valor;

• Confirmar a situação diretamente com familiares;

• Evitar divulgar rotinas e informações pessoais nas redes sociais;

• Encerrar a ligação em caso de suspeita;

• Acionar imediatamente as forças de segurança.

A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

Classificação Indicativa: Livre


TagsPolícia civilJoiasSequestro simuladoGolpe do falso sequestro