Polícia
Publicado em 31/07/2026, às 10h32 Reprodução internet Redação
A fuga de 11 presos da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, na Grande Natal, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (31).
A presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN), Vilma Batista, afirmou que alguns dos detentos que conseguiram escapar são apontados como lideranças da facção criminosa Comando Vermelho.
A evasão ocorreu por volta das 5h30. Segundo a Polícia Penal, 13 internos deixaram a cela durante a madrugada, mas dois deles foram recapturados ainda dentro da unidade prisional.
Os outros 11 seguem foragidos e são procurados por forças de segurança estaduais.
Sindicato aponta risco para a segurança pública
Ao comentar a fuga, Vilma Batista classificou o episódio como grave e alertou para os impactos que a ocorrência pode trazer à população.
Segundo ela, a presença de integrantes considerados lideranças de facção entre os fugitivos aumenta a preocupação com a segurança pública e evidencia problemas estruturais enfrentados pelo sistema penitenciário potiguar.
Muito preocupante, não só para a área de segurança, como também para a sociedade, que vai amargar um preço alto por isso", declarou.
Monitoramento identificou movimentação dos presos
De acordo com a Polícia Penal, a fuga foi percebida pelos servidores responsáveis pelo monitoramento eletrônico da unidade.
As câmeras registraram o momento em que os internos acessaram a área externa do presídio, permitindo o acionamento das equipes de segurança.
A presidente do Sindppen-RN, entretanto, afirmou que o ponto utilizado pelos presos para deixar a penitenciária não possuía cobertura por câmeras e que parte do sistema de videomonitoramento estaria inoperante.
Entidade denuncia problemas estruturais
Durante a entrevista, Vilma Batista afirmou que os policiais penais convivem com uma série de dificuldades operacionais que comprometem a segurança das unidades prisionais.
Entre os problemas citados pela sindicalista estão:
Segundo ela, essas fragilidades vêm sendo denunciadas pelo sindicato há meses.
E vale lembrar que essa fuga de hoje, no local que tinha, não tem câmera. As câmeras da unidade, inclusive muitas delas, não estão funcionando", afirmou.
Sindppen critica gestão do sistema prisional
A presidente do sindicato também afirmou que, em casos como esse, a responsabilidade costuma recair sobre os policiais penais que atuam diretamente nas unidades, embora, segundo ela, muitos dos problemas dependam de decisões administrativas e investimentos da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).
Vilma declarou ainda que procedimentos disciplinares adotados pelos servidores, em determinadas situações, acabam sendo desautorizados pela própria gestão, o que, na avaliação dela, enfraquece tanto os policiais quanto as direções das unidades prisionais.
A sindicalista também voltou a criticar a implantação da Central de Regulação de Vagas, prevista no Plano Pena Justa. Para ela, a medida pode ampliar o desencarceramento no Rio Grande do Norte.
Veja quem são os 11 presos foragidos
Os detentos que continuam sendo procurados pelas forças de segurança são:
Buscas seguem com apoio de helicópteros
Equipes da Polícia Penal e das demais forças de segurança realizam buscas na região de Nísia Floresta e em áreas vizinhas para localizar os fugitivos.
A operação conta com o apoio dos helicópteros Potiguar 1 e Potiguar 2.
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) confirmou a fuga e informou que será instaurado um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da ocorrência.
Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente como os detentos conseguiram sair da cela e alcançar a área externa da penitenciária.