Polícia
Publicado em 17/08/2026, às 14h53 Foto: Magnific Giovana Gurgel
Um homem acusado de matar a tiros um frequentador de uma academia em Caraúbas, no Oeste do Rio Grande do Norte, será submetido a júri popular pelo crime ocorrido em 2009. A decisão da Vara Única do município aponta a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. A vítima foi atingida por cinco disparos.
O homicídio aconteceu em 5 de outubro de 2009, dentro de uma academia localizada no Centro da cidade. Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o homem realizava exercícios de costas para a entrada do estabelecimento quando foi surpreendido pelo atirador.
Ainda de acordo com o MPRN, a execução teria sido encomendada. Dois homens receberiam R$ 2 mil cada pelo crime, sendo que um teria a função de realizar os disparos e o outro de pilotar a motocicleta utilizada na fuga.
O homem apontado como responsável por conduzir a motocicleta já foi condenado a 21 anos de prisão. O acusado que agora será levado a julgamento é apontado pela investigação como o autor dos cinco disparos e teria permanecido foragido por mais de dez anos.
Na decisão de pronúncia, o juiz Rafael Barbosa considerou diferentes elementos reunidos durante a investigação e o processo, entre eles o laudo necroscópico, depoimentos de testemunhas e informações fornecidas pelo corréu.
Segundo o magistrado, os relatos apresentados ao longo da apuração reforçam a versão de que os acusados teriam desempenhado funções distintas na execução. O corréu teria confirmado, durante interrogatório policial e posteriormente em depoimentos judiciais, que pilotava uma motocicleta verde utilizada na ação.
Para o juiz, a divisão de tarefas descrita nos depoimentos encontra respaldo nos demais elementos que integram o processo. Testemunhas também relataram detalhes sobre a dinâmica do ataque ocorrido dentro da academia.
O acusado responderá por homicídio qualificado mediante pagamento ou promessa de recompensa. A prisão preventiva foi mantida pela Justiça.
A data da sessão do Tribunal do Júri ainda não foi definida. Até lá, o processo seguirá os trâmites judiciais para a realização do julgamento, no qual os jurados deverão analisar as provas e decidir sobre a responsabilidade do réu.
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