Polícia
Publicado em 24/05/2026, às 19h40 Foto: Leco Viana / The News 2/ Estadão Conteúdo Mayane Bezerra
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra divide uma cela de aproximadamente 9 metros quadrados com outra advogada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Ela foi presa durante a Operação Vérnix e é investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Por possuir registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Deolane tem direito à chamada cela especial, prerrogativa prevista no Estatuto da Advocacia para profissionais presos preventivamente.
Por esse motivo, ela não passou pelo período de isolamento inicial normalmente aplicado a detentas recém-chegadas ao sistema prisional.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Deolane chegou à unidade ao meio-dia da sexta-feira (22), após ser transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista.
De acordo com apurações do Estadão e da CNN Brasil, a cela onde Deolane está possui cama tipo beliche, ventilador e chuveiro. A estrutura oferece mais privacidade e evita a superlotação enfrentada por parte das presas.
Dados da SAP indicam que o presídio operava com 873 internas, apesar de ter capacidade oficial para 714 mulheres.
Mesmo em cela especial, Deolane utiliza os mesmos serviços médicos, odontológicos e ginecológicos oferecidos às demais detentas. A alimentação também segue o padrão da unidade.
A rotina no presídio começa às 7h, com café da manhã. Depois, as internas têm períodos de banho de sol pela manhã e à tarde. O almoço é servido às 11h, e o jantar, às 18h, quando as presas retornam aos pavilhões.
A decisão judicial que homologou a prisão determinou que fosse observado, “tanto quanto possível”, o recolhimento em sala de Estado Maior, prerrogativa prevista para advogados regularmente inscritos na OAB durante prisões cautelares.
A medida, no entanto, não significa liberdade, prisão domiciliar nem altera o andamento da investigação criminal.