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Polícia

Caso Zaira:  juri é retomado após abandono da defesa no plenário; confira as atualizações do caso

O júri é retomado do caso da universitária Zaira Dantas é retomado após abandono da defesa, com 23 depoimentos previstos até sexta-feira (5)  |  O policial militar Pedro Inácio será julgado novamente, após a defesa ter abandonado a sessão anterior, provocando anulação do processo. - Reprodução/Redes sociais

Publicado em 01/12/2025, às 10h42   O policial militar Pedro Inácio será julgado novamente, após a defesa ter abandonado a sessão anterior, provocando anulação do processo. - Reprodução/Redes sociais   Dani Oliveira

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O processo que apura a morte da universitária Zaira Dantas Silveira Cruz volta ao Tribunal do Júri nesta segunda-feira (1º), em Natal. O réu, o policial militar Pedro Inácio de Araújo, será novamente submetido ao julgamento meses depois de sua própria defesa abandonar a sessão anterior, em junho, o que provocou a anulação automática do procedimento.

A nova rodada de depoimentos deve estender-se até a próxima sexta (5), em mais um capítulo de um caso que há quase seis anos mobiliza a opinião pública do Rio Grande do Norte.

O réu, o policial militar Pedro Inácio de Araújo, será novamente submetido ao julgamento meses depois de sua própria defesa abandonar a sessão anterior, em junho, o que provocou a anulação automática do procedimento. Imagem reprodução internet.

Como será o novo júri

O Tribunal de Justiça do RN informou que o julgamento terá um cronograma intenso, com 23 depoimentos previstos, incluindo:

• O próprio réu
• Testemunhas de acusação
• Testemunhas de defesa
• Participações presenciais e por videoconferência


A expectativa é ouvir ao menos oito pessoas por dia, considerando o grande volume de informações do processo — que já ultrapassa 7 mil laudas.

Relembre o caso

Zaira Cruz, então com 22 anos, foi encontrada morta dentro do carro do policial Pedro Inácio no dia 2 de março de 2019, sábado de Carnaval, em Caicó. O Ministério Público acusa o militar de estupro seguido de homicídio.

O Ministério Público acusa o militar Pedro Inácio de estupro seguido de homicídio. Imagem reprodução internet.

A investigação ganhou grande repercussão na região do Seridó, o que levou a defesa a solicitar o desaforamento do júri. O pedido foi acatado, e o processo deixou Caicó para ser julgado na capital, Natal, com o argumento de que não haveria garantia de imparcialidade no município onde o crime ocorreu.

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