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Caso Maria Fernanda: acusado de matar menina de 12 anos vai a júri popular no RN

O Fórum Desembargador Ivan Meira de Lima sedia o julgamento de Alex Moreira, acusado de estuprar e assassinar a adolescente Maria Fernanda  |  Reprodução/Agora RN

Publicado em 21/05/2026, às 11h37   Reprodução/Agora RN   Malu Machado

O Fórum Desembargador Ivan Meira de Lima, em São Gonçalo do Amarante, sedia na manhã desta quinta-feira (21) o julgamento de Alex Moreira. O homem é acusado de estuprar e assassinar a adolescente Maria Fernanda da Silva Ramos, de 12 anos, em um crime que comoveu o estado.

Segundo informações do AGORA RN, o plenário do júri começou a receber, desde as primeiras horas do dia, estudantes de Direito, moradores da região e familiares da vítima mobilizados para acompanhar o desfecho jurídico do caso.

Embora os trabalhos já estejam em andamento sob forte expectativa, a sessão corre o risco de ser adiada caso o corpo de defesa do réu protocole alguma apelação ou manobra jurídica de última hora ao longo do dia.

Desaparecimento e destruição de provas

A tragédia ocorreu em outubro de 2024. Maria Fernanda saiu de sua residência com o uniforme escolar, em direção ao colégio onde estudava, mas nunca chegou a entrar na instituição de ensino.

O sumiço da estudante mobilizou as forças de segurança e as redes sociais em uma busca que durou dias, até que o corpo da menina foi localizado sem vida em uma área da região.

As investigações, comandadas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), rapidamente apontaram para Alex Moreira. Pedreiro e ex-vizinho da família da vítima, Alex tinha 35 anos na época do crime e, segundo os relatórios policiais, nutria um interesse obsessivo pela adolescente.

A tese da acusação aponta ainda que, logo após a violência sexual e o homicídio, o acusado ateou fogo no próprio automóvel. Para a polícia, a queima do veículo foi uma tentativa deliberada e desesperada de apagar vestígios biológicos e provas periciais que pudessem ligá-lo diretamente ao sumiço e à morte de Maria Fernanda.

Ele foi preso preventivamente no decorrer das investigações e aguardava o julgamento em regime fechado.

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