Polícia
Publicado em 22/09/2026, às 13h56 Reprodução/Metrópoles José Nilton Jr.
João Munhoz Neto, namorado da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos de idade, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22), em um condomínio localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza. A prisão ocorre no avanço das investigações sobre a morte da estudante, encontrada no pátio do edifício onde morava com o namorado no dia 13 de setembro.
A prisão foi determinada no curso da investigação, que passou a apurar, entre outros pontos, possíveis crimes previstos no Código Penal relacionados à indução ou instigação ao suicídio ou à automutilação e ameaça. O caso tramita sob sigilo na Justiça do Ceará.
A morte de Isabelle ganhou ampla repercussão após a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais cobrando respostas e justiça. A Polícia Civil segue analisando provas periciais, imagens de segurança e dispositivos eletrônicos apreendidos durante as diligências.
A Perícia Forense do Ceará identificou no corpo de Isabelle lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os exames toxicológicos realizados na jovem tiveram resultado negativo para substâncias tóxicas. A dinâmica da queda e as circunstâncias que antecederam a morte continuam sendo investigadas.
Imagens das câmeras de segurança do condomínio estão entre os elementos analisados pelos investigadores. Registros divulgados pela imprensa mostram João deixando o condomínio acompanhado da mãe no início da noite. Isabelle aparece posteriormente sozinha em um elevador, seguindo em direção ao 23º andar. João retornou ao prédio horas depois.
A polícia também realizou diligências envolvendo a mãe de João. No último domingo (20), ela foi localizada na praia de Cumbuco, em Caucaia, e teve aparelhos eletrônicos apreendidos para perícia. O celular de Isabelle também está sendo analisado pelas autoridades.
Isabelle cursava Direito e havia trabalhado em um escritório de advocacia onde conheceu João. Segundo relatos apresentados pela família, a jovem e o namorado mantinham um relacionamento que despertava preocupação da mãe, que descreveu comportamentos que considerava controladores. Essas declarações integram o contexto apurado pela investigação, mas não estabelecem, por si só, responsabilidade criminal.
Dias antes da morte, Isabelle esteve com a mãe e relatou dores no pescoço. Isorlanda também relatou ter percebido diversas mensagens enviadas pelo namorado à filha. As últimas mensagens recebidas pela mãe foram de carinho, antes de a comunicação ser interrompida.
A investigação permanece sob sigilo e busca esclarecer a sequência dos acontecimentos, a dinâmica da morte e eventual responsabilidade criminal. A prisão preventiva do namorado ocorre no âmbito dessa apuração e não equivale, por si só, a uma condenação.