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Vídeo mostra tudo que se sabe sobre a morte da estudante de Direito encontrada no prédio do namorado: “Mãe, eu te amo”

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Entenda os detalhes da morte da estudante de Isabelle Caracristi, 22 anos, e as circunstâncias que cercam o caso em Fortaleza  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 21/09/2026, às 10h09



Imagens de segurança reveladas no último fim de semana, ajudam a reconstruir os últimos momentos de Isabelle Caracristi, de 22 anos. As cenas mostram que o namorado da jovem teria deixado o prédio antes da queda e retornou cerca de duas horas depois.

Um forte barulho semelhante ao impacto de um objeto contra o chão interrompeu o silêncio da noite de 13 de setembro em um edifício residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza.

O som foi ouvido por moradores de prédios próximos ao Residencial La Piazza, onde a estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta após uma queda.

Pensei logo que era uma batida de carro, mas não era. Me levantei, fui ver, um silêncio total”, relatou uma moradora de um prédio vizinho. Segundo ela, somente durante a madrugada percebeu a presença de um veículo utilizado para a remoção do corpo.

Uma semana depois da morte da universitária, o caso continua cercado de perguntas. A repercussão aumentou após a mãe de Isabelle, a professora Isorlanda Caracristi, falar publicamente sobre a morte da filha.

Enquanto a investigação avança, familiares e amigos buscam esclarecer o que aconteceu entre os últimos momentos em que a jovem foi vista com vida e a queda.

Imagens de segurança ajudam a reconstruir os últimos momentos de Isabelle Caracristi, de 22 anos.
Imagens de segurança ajudam a reconstruir os últimos momentos de Isabelle Caracristi, de 22 anos.

Câmeras ajudam a reconstruir a noite

Imagens de câmeras de segurança, amplamente divulgadas na internet, mostram a movimentação de Isabelle e do namorado, João Munhoz, dentro do condomínio.

De acordo com a sequência registrada, pouco antes das 18h, Isabelle entrou pela portaria principal carregando uma bolsa e uma pequena mala. Cerca de um minuto depois, ela se encontrou com o namorado e os dois seguiram juntos para o apartamento.

Às 18h32, João aparece novamente nas imagens. Desta vez, já sozinho e usando outra roupa, ele segue até a portaria e deixa o residencial acompanhado da mãe. Isabelle permaneceu no prédio.

O momento que antecedeu a queda

Às 19h12, as câmeras registraram Isabelle entrando sozinha no elevador, com o celular nas mãos. Ela apertou o botão correspondente ao 23º andar, onde fica o rooftop do condomínio.

Pouco mais de uma hora depois, por volta das 20h40, ocorreu a queda que terminou com a morte da estudante.

O horário também coincide com o relato da moradora de um edifício vizinho, que afirmou ter ouvido um forte impacto vindo da área do residencial.

Cerca de duas horas depois, às 22h48, João Munhoz retornou ao prédio. As imagens mostram o namorado entrando pelo estacionamento e conversando com algumas pessoas. Nesse momento, equipes policiais já estavam no local.

“Mãe, eu te amo” foi a última mensagem enviada por estudante antes de ser encontrada morta em Fortaleza

A rotina de mensagens entre mãe e filha terminou de forma abrupta na noite de 13 de setembro. Isabelle Caracristi, de 22 anos, estudante de Direito, havia conversado normalmente com a mãe, Isorlanda Caracristi, mas depois deixou de responder.

Entre as últimas mensagens enviadas pela jovem estava uma declaração de afeto: “Mãe, eu te amo”.

Pouco antes, Isabelle havia avisado à mãe que deixara uma comida na airfryer. Depois disso, o silêncio. Para Isorlanda, a ausência de uma mensagem que fazia parte da rotina das duas acabou se tornando um dos primeiros sinais de que havia algo errado.

Entre as últimas mensagens enviadas pela jovem estava uma declaração de afeto: “Mãe, eu te amo”.
Entre as últimas mensagens enviadas pela jovem estava uma declaração de afeto: “Mãe, eu te amo”.

Última conversa terminou sem o tradicional “boa noite”

Segundo o relato da mãe, Isabelle costumava enviar uma mensagem de “boa noite” todos os dias. Naquela noite, porém, isso não aconteceu. Inicialmente, Isorlanda imaginou que a filha tivesse adormecido depois de tomar um relaxante muscular.

A preocupação, entretanto, permaneceu. Em depoimento, a professora contou que passou a sentir que a situação não era normal.

Aí, depois disso, pronto. Nada. Ela não me deu ‘boa noite’, porque toda noite ela me dava ‘boa noite’. Não me deu ‘boa noite’, eu fiquei, achei que ‘não, mas ela tomou relaxante muscular, deve ter dormido’... Mas meu coração sempre, sempre apertado, me dizendo que a mãe sabe, a gente pressente, a gente tem um sentimento, a gente sabe disso”, relatou Isorlanda.

Isorlanda também relatou que, mesmo tentando racionalizar o silêncio da filha, permaneceu com uma sensação de que alguma coisa havia acontecido.

Família só soube da morte no dia seguinte

Isabelle havia passado o fim de semana na companhia da mãe antes de retornar ao condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota. Segundo familiares, ela dividia o imóvel com o companheiro, a mãe dele e um irmão do namorado.

Na manhã de 14 de setembro, Isorlanda ainda não havia conseguido falar com a filha. A tentativa de contato se estendeu ao namorado de Isabelle, por meio de ligações e mensagens.

Foi então que a mãe percebeu que estava bloqueada pelo companheiro da filha.

Diante da situação, Isorlanda decidiu ir pessoalmente ao condomínio. Ela foi acompanhada pelo irmão, tio de Isabelle.

Ao chegarem ao local, os dois receberam da síndica e dos funcionários do prédio a confirmação de que a estudante havia morrido na noite anterior.

O corpo já havia sido encaminhado para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Diante da situação, Isorlanda decidiu ir pessoalmente ao condomínio. Ela foi acompanhada pelo irmão, tio de Isabelle. Ao chegarem ao local, os dois receberam da síndica a confirmação de que a estudante havia morrido na noite anterior.
Diante da situação, Isorlanda decidiu ir pessoalmente ao condomínio. Ela foi acompanhada pelo irmão, tio de Isabelle. Ao chegarem ao local, os dois receberam da síndica a confirmação de que a estudante havia morrido na noite anterior.

Condomínio afirma que colaborou desde o início

Em nota de esclarecimento, a administração do Condomínio La Piazza afirmou ter adotado, desde que tomou conhecimento da morte de Isabelle Caracristi, todas as providências que estavam ao seu alcance.

Segundo o condomínio, as imagens do sistema de monitoramento foram preservadas e, assim que solicitadas pelas autoridades, disponibilizadas para auxiliar na apuração do caso.

Em nota de esclarecimento, a administração do Condomínio La Piazza afirmou ter adotado, desde que tomou conhecimento da morte de Isabelle Caracristi, todas as providências que estavam ao seu alcance.
Em nota de esclarecimento, a administração do Condomínio La Piazza afirmou ter adotado, desde que tomou conhecimento da morte de Isabelle Caracristi, todas as providências que estavam ao seu alcance.

A administração também negou qualquer demora ou omissão no atendimento às solicitações policiais.

No comunicado, o condomínio manifestou solidariedade aos familiares e amigos da estudante e afirmou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e fornecer outras informações que possam contribuir com a investigação.

Vídeo da mãe levou caso às redes sociais

Dias depois, o caso ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais após Isorlanda publicar um vídeo no qual pede esclarecimentos sobre a morte da filha e cobra que as circunstâncias sejam investigadas.

A manifestação pública da mãe ocorreu em meio à apuração policial e trouxe para o centro da discussão a sequência de acontecimentos que antecedeu a morte da estudante.

As mensagens trocadas naquela noite, a ausência do contato habitual entre mãe e filha, o bloqueio atribuído ao namorado e as imagens das câmeras de segurança fazem parte dos elementos que vêm sendo considerados na reconstrução das últimas horas de Isabelle.

Polícia procura o namorado

João Munhoz continua sendo procurado pela Polícia Civil do Ceará. A mãe dele, Sarah Regina, que também teria deixado o prédio na noite da morte, foi localizada no domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A mãe dele, Sarah Regina, que também teria deixado o prédio na noite da morte, foi localizada no domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A mãe dele, Sarah Regina, que também teria deixado o prédio na noite da morte, foi localizada no domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais apreenderam o celular e um tablet da mulher. Os equipamentos deverão passar por perícia.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará confirmou a localização da mulher, mas não informou publicamente por que João está sendo procurado.

Também não foi esclarecido, até o momento, se existe mandado de prisão contra ele, se a intenção da polícia é apenas localizá-lo para prestar depoimento ou se outras medidas judiciais serão adotadas.

João Munhoz continua sendo procurado pela Polícia Civil do Ceará. A mãe dele, que também teria deixado o prédio na noite da morte, foi localizada no domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
João Munhoz continua sendo procurado pela Polícia Civil do Ceará. A mãe dele, que também teria deixado o prédio na noite da morte, foi localizada no domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Não havia sinais de luta no apartamento

Um dos pontos analisados pelos investigadores é o que ocorreu dentro do apartamento onde Isabelle morava com o namorado e familiares dele.

Até o momento, as informações divulgadas pela polícia indicam que não foram encontrados sinais de luta corporal no imóvel.

A ausência desses sinais, entretanto, não esclarece por si só as circunstâncias da morte. A dinâmica dos acontecimentos continua sendo investigada a partir de perícias, depoimentos, imagens de segurança e outros elementos que possam ajudar na reconstrução dos fatos.

Perícia aponta lesões compatíveis com queda

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) informou que Isabelle apresentava no corpo “lesões compatíveis com o impacto contra o solo”.

A informação aponta para uma morte decorrente da queda, mas a investigação ainda precisa esclarecer como e em quais circunstâncias a estudante caiu do edifício.

Uma nova equipe da Perícia Criminal esteve no condomínio no domingo (20) para realizar exames complementares. Foram feitas novas análises nas áreas comuns do residencial e no apartamento onde Isabelle vivia.

Os peritos também realizaram uma complementação da coleta de vestígios de DNA e utilizaram um drone para produzir novas imagens do local.

Oito pessoas devem ser ouvidas

A Polícia Civil informou que pretende ouvir oito pessoas durante a investigação. Até o momento, quatro depoimentos já foram colhidos e os demais estão agendados.

Além dos depoimentos, os investigadores analisam imagens de câmeras de segurança. O material deverá ser confrontado com os demais elementos reunidos no inquérito.

A análise da cronologia é considerada fundamental para estabelecer quem estava no condomínio em cada momento e reconstruir os acontecimentos anteriores à queda.

Família ainda não teve acesso a todas as imagens

A advogada da família de Isabelle, Patrícia Viana, afirmou que os familiares ainda não tiveram acesso integral às imagens de segurança que registraram a movimentação no condomínio.

Segundo ela, a defesa da família solicitou os vídeos das câmeras instaladas nas áreas internas do residencial, na rua e também aquelas existentes no apartamento.

O que a imprensa tá demonstrando, por enquanto, é um corte de parte das imagens. Então, também vai estar no inquérito, e amanhã a gente vai ter acesso completo”, afirmou a advogada.

A análise integral das gravações poderá ajudar a esclarecer intervalos ainda não conhecidos da noite de 13 de setembro.

Uma cronologia que ainda tem lacunas

A sequência já divulgada pelas autoridades e pelas imagens permite estabelecer alguns horários importantes:

Pouco antes das 18h: Isabelle entra no condomínio com uma bolsa e uma mala de mão.

Pouco depois: ela encontra o namorado e os dois seguem para o apartamento.

18h32: João Munhoz deixa o prédio acompanhado da mãe.

19h12: Isabelle aparece sozinha no elevador e segue para o 23º andar, onde fica o rooftop.

20h40: ocorre a queda da estudante.

22h48: João retorna ao condomínio, onde já havia presença policial.

O intervalo entre 19h12 e 20h40 permanece como um dos pontos centrais da investigação.

O que falta esclarecer

Apesar dos elementos já conhecidos, ainda existem questões fundamentais sem resposta pública.

Entre elas estão o que aconteceu no rooftop antes da queda, se Isabelle esteve acompanhada naquele período, quais foram seus últimos contatos pelo celular e o que ocorreu durante o intervalo entre sua chegada ao 23º andar e o momento da queda.

Também deverá ser esclarecido por que João Munhoz e a mãe deixaram o prédio antes da morte da estudante e qual foi a razão do retorno dele aproximadamente duas horas depois.

Até o momento, a polícia não divulgou uma conclusão sobre a dinâmica da morte.

As circunstâncias continuam sob investigação da Polícia Civil, enquanto os laudos periciais, imagens de segurança, depoimentos e demais vestígios deverão ser confrontados para determinar o que aconteceu naquela noite.

Classificação Indicativa: Livre

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