Polícia
Publicado em 17/10/2025, às 08h47 Reprodução/Internet Dani Oliveira
A investigação sobre a morte da modelo e influenciadora Lidiane Lorenço, de 33 anos, e da filha Miana Sophia, de 15, segue cercada de mistérios.
Mãe e filha foram encontradas sem vida dentro do apartamento onde moravam, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na sexta-feira (10).
Natural de Santa Catarina, Lidiane era conhecida por sua atuação nas redes sociais, mas mantinha uma vida discreta e reservada.
Desde a descoberta do caso, diversas hipóteses e informações não confirmadas passaram a circular nas redes — o que levou a família a se manifestar publicamente.
Defesa da família fala sobre condição médica e nega transtornos psicológicos
Em entrevista exclusiva ao portal ND Mais, os advogados José Orlando Senna e Rodrigo Moulin Leite, representantes da família, trouxeram novos esclarecimentos sobre o caso e pediram respeito à memória da modelo.
Segundo os advogados, Lidiane tinha uma doença rara chamada trombofilia, condição que aumenta a tendência do sangue em formar coágulos, elevando o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
Apesar disso, eles enfatizaram que a doença não pode ser apontada como a causa da morte, já que ainda não há laudos periciais conclusivos emitidos pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Lidiane era uma mulher saudável, dedicada à filha e à família. Essa condição médica não significa que tenha relação direta com o falecimento”, ressaltou o advogado José Orlando Senna.
Os representantes também negaram veementemente que a modelo e influenciadora enfrentasse transtornos psicológicos, depressão ou anorexia nervosa, como chegou a ser sugerido em publicações online.
“Desconhecemos qualquer histórico nesse sentido. Não existem diagnósticos médicos ou registros que indiquem esses problemas. São informações infundadas”, declarou o advogado Rodrigo Moulin.
Família descreve rotina reservada e relação próxima entre mãe e filha
De acordo com pessoas próximas, Lidiane mantinha uma rotina centrada na criação da filha e em trabalhos pontuais como modelo e influenciadora digital.
Mesmo com certa visibilidade, preferia preservar a vida pessoal, compartilhando pouco sobre o cotidiano familiar.
A adolescente Miana Sophia era descrita como estudiosa, carinhosa e muito ligada à mãe. Amigos da família afirmam que as duas eram inseparáveis e costumavam passar longos períodos juntas em casa, o que reforça o impacto emocional que o caso gerou entre conhecidos.
O que é a trombofilia, condição citada pela família
A trombofilia é uma condição que pode ser hereditária ou adquirida, caracterizada pela tendência do organismo a formar coágulos sanguíneos com maior facilidade.
Essa predisposição pode levar a complicações graves, como trombose venosa profunda, embolia pulmonar e, em casos mais severos, eventos cardíacos.
Embora seja considerada uma doença silenciosa, o diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais específicos.
O tratamento costuma envolver uso de anticoagulantes e acompanhamento médico contínuo, especialmente em situações de risco, como viagens longas ou pós-operatórios.
Os especialistas reforçam que, sem os resultados oficiais da perícia, não é possível estabelecer qualquer relação entre a trombofilia e as mortes.
Investigação em andamento
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio de Janeiro. O laudo final do IML ainda não foi divulgado, e a polícia aguarda os resultados dos exames toxicológicos e anatomopatológicos para determinar as causas das mortes.
Enquanto isso, a família reforça o pedido por discrição e empatia. “É um momento de profunda dor. Pedimos que a memória de Lidiane e Miana seja respeitada e que a verdade venha à tona com serenidade e justiça”, concluiu a defesa.