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Publicado em 22/01/2026, às 14h36 Reprodução/Pixabay José Nilton Jr.
A arrecadação da União com tributos e outras receitas atingiu um novo recorde em 2025, somando R$ 2,89 trilhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (22), junto com o balanço referente ao mês de dezembro.
O resultado representa um crescimento real de 3,75% em relação a 2024, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), consolidando o melhor desempenho anual da série histórica.
Também foi registrado o maior valor já arrecadado para um mês de dezembro. No último mês de 2025, a arrecadação chegou a R$ 292,72 bilhões, o que corresponde a uma alta real de 7,46% na comparação com dezembro do ano anterior.
Durante a apresentação dos números, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou a relevância do resultado diante do patamar elevado do ano anterior. “Os números são atraentes, demonstrando um crescimento significativo, considerando o alto patamar do ano anterior [2024]”, afirmou.
Segundo o órgão, o avanço da arrecadação foi impulsionado principalmente pelo desempenho positivo da economia e pelo aumento da carga tributária ao longo do período.
O montante total inclui impostos federais como o Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas, contribuições previdenciárias, IPI, IOF e PIS/Cofins, entre outros. Também entram na conta royalties e depósitos judiciais, que não são administrados diretamente pela Receita Federal.
Considerando apenas as receitas geridas pelo órgão, a arrecadação em 2025 foi de R$ 2,76 trilhões, com crescimento real de 4,27%. Em dezembro, esse total ficou em R$ 285,21 bilhões, alta real de 7,67%.
A Receita pondera que a comparação com 2024 é impactada por eventos atípicos e mudanças legislativas que não se repetiram em 2025. No ano anterior, houve um recolhimento extraordinário de R$ 13 bilhões de Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, relacionado à tributação de fundos exclusivos.
O avanço da arrecadação foi sustentado principalmente por variáveis macroeconômicas ligadas à atividade produtiva, com destaque para o setor de serviços, que cresceu 2,72% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025.
A produção industrial, por outro lado, teve crescimento modesto de 0,17% no período. As importações em dólar avançaram 2,11%, enquanto a massa salarial registrou aumento expressivo de 10,9%. Apenas o segmento de vendas de produtos apresentou retração, com queda de 0,16%.
O IOF teve papel relevante no desempenho geral, com arrecadação de R$ 86,48 bilhões em 2025, crescimento real de 20,54%. Segundo a Receita, o resultado está associado a operações de crédito, transações com moeda estrangeira e títulos mobiliários, além de mudanças legais.