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Publicado em 30/04/2026, às 14h06 Reprodução/Freepik José Nilton Jr.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores no Brasil atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre deste ano, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012. O resultado representa um crescimento real de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o segundo trimestre consecutivo com rendimento acima de R$ 3,7 mil.
No trimestre encerrado em fevereiro, o rendimento médio havia sido de R$ 3.702.
Já no último trimestre de 2025, o valor era de R$ 3.662. Na comparação mais recente, houve alta de 1,6%
A pesquisa analisou dez setores da economia. Em oito deles, os rendimentos ficaram estáveis.
Os maiores avanços ocorreram no comércio e na administração pública.
Houve queda de cerca de 1 milhão de pessoas ocupadas em relação ao fim de 2025. A redução foi mais intensa entre trabalhadores informais.
Como esse grupo costuma receber menos, a média geral acabou elevada. O total de rendimentos pagos aos trabalhadores chegou a R$ 374,8 bilhões.
Esse também é o maior valor já registrado pela série histórica. Em um ano, houve crescimento real de 7,1%, com R$ 24,8 bilhões a mais circulando na economia.
O levantamento apontou que 66,9% dos trabalhadores contribuem para a Previdência.
Isso representa 68,1 milhões de pessoas com proteção social. É o maior índice já registrado pela pesquisa.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% no trimestre. O número corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal.
A redução da informalidade ajuda a explicar o aumento nas contribuições previdenciárias.
A taxa de desemprego foi de 6,1% no período. Esse é o menor índice já registrado para um primeiro trimestre. A PNAD considera apenas pessoas que buscaram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.