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Negócios

RN registra 2ª maior perda de empregos do país em fevereiro; veja cidades com maior déficit de vagas

O estado do Rio Grande do Norte se destaca negativamente, com uma queda acentuada na geração de empregos em comparação ao ano anterior  |  Tatiana Fortes/Ascom Casa Civil

Publicado em 01/04/2026, às 09h54   Tatiana Fortes/Ascom Casa Civil   Malu Machado

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Segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo ministro Luiz Marinho nesta terça-feira (31), o estado do Rio Grande do Norte fechou o mês de fevereiro com um saldo negativo de -2.221 postos de trabalho formais. O resultado é fruto de 19.084 admissões contra 21.305 desligamentos.

O desempenho coloca o RN como o segundo pior estado do Brasil na geração de empregos, atrás apenas de Alagoas (-3.023) e à frente da Paraíba (-1.186). O cenário potiguar destoa do Brasil, que criou 255.321 vagas no mesmo período, embora o país tenha registrado uma queda de 42% na força dessa geração em comparação ao ano passado, pressionado pelos juros altos.

Queda de 184%

O resultado de fevereiro de 2026 representa uma queda de 184% quando comparado a fevereiro de 2025, época em que o RN vivia um momento oposto, com a criação de 2.638 novos empregos. 

Na comparação com janeiro de 2026 (que teve saldo positivo de 1.281 vagas), a queda no saldo foi ainda maior: 273%. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o estado já soma um déficit de 940 vagas (ou aproximadamente 1,4 mil, considerando as oscilações do período).

Desempenho por Setores e Porte de Empresa

Três dos cinco grandes grupos econômicos puxaram o índice para baixo:

Em contrapartida, os setores de Serviços (+861) e Comércio (+175) evitaram um saldo ainda mais negativo. O salário médio real de admissão no estado ficou em R$ 2.010,22.

Quanto ao porte das empresas, o Sebrae-RN aponta que as Microempresas foram as únicas com saldo positivo (+885). Já as Grandes Empresas tiveram o pior desempenho, fechando 1.762 postos de trabalho. As médias empresas perderam 1.314 vagas e as pequenas registraram leve queda de 30 postos.

Dados por cidades

O mapa do emprego no RN mostra uma concentração de ganhos na Região Metropolitana e perdas severas no interior e litoral sul:

Resposta do Governo do Estado

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) classificou o resultado como um "movimento conjuntural". Segundo a pasta, a retração na agropecuária é um fenômeno esperado devido ao ciclo das safras, e a indústria passa por ajustes de estoques. A Sedec reforçou que o setor de serviços continua sendo o principal motor da economia local.

Juventude e vulnerabilidade

Dados complementares do IBGE trazem um olhar preocupante sobre a inserção dos jovens no RN. Em 2025, a taxa de desocupação entre adolescentes de 14 a 17 anos chegou a 26,5%, com uma informalidade alarmante de 89,5%.

Além disso, o estado lida com o desafio dos jovens "nem-nem": 23,9% da população entre 15 e 29 anos não estuda e não trabalha, o que compromete a inserção produtiva do estado no médio prazo.

Classificação Indicativa: Livre


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