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Negócios

Remédios ficam mais caros em abril; veja quanto será o aumento

Entenda como o reajuste é calculado e quais fatores influenciam os preços dos medicamentos nas farmácias  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 31/03/2026, às 13h39   Reprodução/Freepik   Giovana Gurgel

O reajuste anual dos medicamentos no Brasil já tem previsão e deve começar a valer a partir de abril, com aumento máximo de até 3,81%. A estimativa é do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), que aponta ainda uma média de elevação de 1,95%, considerada a menor da última década.

Apesar da autorização, o impacto não será imediato para o consumidor. Isso porque o reajuste incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), que funciona como um teto para a comercialização, mas não define necessariamente o valor cobrado nas farmácias.

Na prática, fatores como promoções, estoques e acordos comerciais podem retardar ou suavizar o repasse dos novos preços. Redes com maior volume armazenado, por exemplo, tendem a manter valores antigos por mais tempo.

Como funciona o reajuste

A definição dos índices segue regras da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), que estabelece três faixas de aumento com base no nível de concorrência entre os produtos.

Medicamentos com menor concorrência podem atingir o teto de 3,81%, cenário que deve atingir cerca de 7,8% dos itens disponíveis no mercado. Já os produtos com concorrência intermediária, aproximadamente 15% do total, devem ter reajuste médio de 2,47%.

A maior parte dos medicamentos, cerca de 77,2%, se enquadra na categoria de maior competitividade e terá aumento mais limitado, com teto de 1,13%.

O que pesa no cálculo

O reajuste leva em consideração variáveis econômicas como a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de custos de produção, variação cambial e despesas com energia elétrica.

Historicamente, a correção ocorre sempre no início de abril e é regulamentada pelo governo federal. Em 2025, por exemplo, o aumento médio foi de 3,83%, com picos de até 5,06%, dependendo do tipo de medicamento.

Segundo a indústria farmacêutica, a atualização dos preços é necessária para manter a produção e a distribuição. Especialistas, no entanto, destacam que o impacto final depende da dinâmica do mercado e da concorrência entre fabricantes.

O que muda para o consumidor

Medicamentos genéricos e aqueles com maior concorrência tendem a sofrer menor pressão de preços, enquanto produtos mais complexos ou com menor oferta podem se aproximar do teto autorizado.

Diante desse cenário, a orientação é pesquisar preços e aproveitar programas de desconto oferecidos por farmácias e fabricantes, estratégia que pode reduzir significativamente o valor final.

Mesmo sendo o menor reajuste dos últimos anos, o aumento reforça a necessidade de planejamento, especialmente para quem depende de tratamentos contínuos.

Classificação Indicativa: Livre


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