Negócios
Publicado em 08/06/2026, às 13h57 Reprodução/ICTQ José Nilton Jr.
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou uma pesquisa que analisou os preços de medicamentos em farmácias e drogarias distribuídas nas quatro áreas da capital potiguar.
A proposta é informar a população sobre os locais onde é possível encontrar as melhores preços, especialmente após um aumento de 2,47% permitido pelo Governo Federal por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 29 de maio deste ano e percorreu 45 estabelecimentos comerciais, incluindo grandes redes e farmácias de menor porte espalhadas por diferentes bairros da capital. Para a composição do estudo final, foram consideradas 29 unidades que possuíam mais de 50% dos medicamentos pesquisados em estoque.
Ao todo, foram analisados 31 medicamentos, sendo 23 de marca e oito genéricos. Os produtos avaliados pertencem a categorias como analgésicos, antibióticos, antialérgicos, anti-inflamatórios, antiparasitários e anti-hipertensivos.
Entre os resultados encontrados, o Albendazol de 400 mg apresentou uma das maiores disparidades de preços. A versão produzida pela Biossintética foi encontrada por R$ 10,70, enquanto o medicamento fabricado pela Medley chegou a custar R$ 3,79. A diferença alcançou 182,32%, com preço médio de R$ 4,68.
Outro destaque foi o medicamento Alegra 60 mg, utilizado no tratamento de alergias. O produto apresentou preço médio de R$ 26,12, mas foi encontrado por valores entre R$ 21,45 e R$ 50,18, gerando uma diferença de R$ 28,73 entre os estabelecimentos pesquisados pelo Procon.
Já o Diclofenaco de Sódio 100 mg, indicado para processos inflamatórios, registrou queda expressiva nos preços. O medicamento apresentou redução média de 18,65% em relação ao ano anterior. Enquanto anteriormente o preço médio era de R$ 12,18, atualmente pode ser encontrado a partir de R$ 3,55.
Mesmo com a autorização para reajuste de 2,47% nos medicamentos, o estudo identificou que alguns produtos ficaram mais baratos. Na região Leste de Natal, os preços médios de parte dos medicamentos analisados apresentaram redução de 3,22% em comparação com o ano passado.
De acordo com o Procon Natal, os valores coletados correspondem aos preços integrais praticados pelas farmácias, sem considerar descontos oferecidos por programas de fidelidade, convênios ou promoções específicas.
Dessa forma, o consumidor ainda pode encontrar preços mais vantajosos dependendo das condições oferecidas por cada estabelecimento. O órgão também reforça a importância de pesquisar antes de comprar, especialmente em um cenário de reajustes autorizados pelo mercado regulado de medicamentos.