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Presidente da FIERN alerta para riscos de “pautas-bomba” e critica debate sobre fim da escala 6x1 em ano eleitoral

Presidente da FIERN destaca riscos de propostas que aumentam despesas e comprometem a saúde fiscal do país.  |  Foto: reprodução

Publicado em 18/04/2026, às 12h33   Foto: reprodução   BNews Natal Redação

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, fez um alerta sobre os impactos de propostas com forte apelo eleitoral em tramitação no Congresso Nacional, especialmente aquelas que podem gerar aumento de despesas e comprometer o equilíbrio fiscal do país.

Serquiz critica o avanço das chamadas “pautas-bomba” em ano eleitoral, destacando que decisões motivadas pelo calendário político tendem a deixar em segundo plano critérios técnicos e análises mais aprofundadas.

Segundo ele, esse tipo de medida pode agravar o já elevado custo de produção no Brasil e prejudicar a capacidade de investimento das empresas, com reflexos diretos na geração de empregos.

Serquiz critica o avanço das chamadas “pautas-bomba” em ano eleitoral. Foto: reprodução

Escala 6x1

Um dos pontos centrais abordados pelo presidente da FIERN é o debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 — tema que vem ganhando espaço no cenário político nacional.

Para Serquiz, a discussão não deveria avançar em um momento de disputa eleitoral. Ele avalia que mudanças dessa magnitude exigem análise técnica criteriosa, sob risco de provocar aumento imediato nos custos operacionais das empresas.

“O momento é inadequado para votar algo com tanta repercussão para o presente e o futuro”, pontua.

De acordo com o dirigente, a redução da jornada sem o correspondente aumento de produtividade pode comprometer a eficiência das empresas e a competitividade do Brasil no mercado global.

O presidente da FIERN também chama atenção para o impacto dessas medidas no setor público. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), citado no artigo, aponta que propostas em discussão no Congresso podem gerar um impacto de até R$ 270 bilhões nos cofres municipais, especialmente com a criação de novas despesas sem indicação de fontes de financiamento.

Serquiz reforça que o país já convive com um alto custo estrutural — estimado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em cerca de R$ 1,7 trilhão por ano — e que a aprovação de novas medidas sem planejamento pode agravar esse cenário.

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