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Publicado em 27/03/2026, às 08h45 Reprodução internet Redação
A retomada das atividades da Petrobras no Rio Grande do Norte ganha força com a autorização para perfuração de novos poços na Bacia Potiguar.
O movimento marca um reposicionamento estratégico da estatal na Margem Equatorial e reacende expectativas de crescimento econômico no estado.
Nesta quinta-feira (26), a governadora Fátima Bezerra recebeu a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que oficializou a renovação da licença de operação para o projeto Mãe de Ouro.
A liberação permite a perfuração de três poços — Mãe de Ouro, Inhame e Taianga — em áreas destinadas à exploração de petróleo e gás.
Retomada das operações e potencial energético
Com a autorização, a Petrobras volta a investir diretamente em território potiguar, em uma área considerada promissora para novas descobertas. Os poços estão localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, na Bacia Potiguar, uma das principais regiões produtoras do país.
O destaque é o poço Mãe de Ouro, situado em águas profundas, a cerca de 52 quilômetros da costa do estado e a mais de dois mil metros de profundidade. A área é apontada como uma das mais relevantes da Margem Equatorial em termos de potencial petrolífero.
A expectativa da estatal é que o volume encontrado possa viabilizar a produção na região, consolidando um novo polo de exploração offshore. A sonda responsável pela perfuração está prevista para chegar ao Rio Grande do Norte no mês de julho, após operação no Amapá.
Impactos econômicos e geração de oportunidades
A iniciativa é tratada pelo governo estadual como um marco para o desenvolvimento econômico, com potencial de impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos.
Esse é um passo histórico que pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para o Rio Grande do Norte. Estamos falando de um projeto estratégico, com potencial para gerar empregos, atrair investimentos, fortalecer nossa cadeia produtiva e transformar essa riqueza em mais oportunidades para o nosso povo, sempre com responsabilidade ambiental e segurança jurídica”, afirmou a governadora.
A exploração em águas profundas é vista como uma oportunidade para ampliar a relevância do estado no setor energético nacional, além de estimular cadeias produtivas associadas à indústria de óleo e gás.
Investimento bilionário em poços inativos
Durante o encontro, também foi anunciado um investimento superior a R$ 1,5 bilhão voltado à finalização de poços antigos que já não produzem. O processo, conhecido como “arrasamento”, é necessário para garantir segurança operacional e adequação ambiental das áreas.
A medida reforça o compromisso com a regulação e com práticas responsáveis na indústria, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para novos ciclos produtivos.
Preparação do estado para novo ciclo
O governo do Rio Grande do Norte destaca que o estado reúne condições técnicas e estruturais para acompanhar a retomada da Petrobras. A experiência acumulada no setor energético e a disponibilidade de mão de obra qualificada são apontadas como diferenciais.
O Rio Grande do Norte está preparado para esse novo momento. Temos experiência, capital humano qualificado, tradição no setor energético e, acima de tudo, o compromisso de transformar essa oportunidade em desenvolvimento sustentável”, declarou Fátima Bezerra.
A nova fase da exploração em águas profundas pode reposicionar o estado no mapa energético brasileiro, abrindo caminho para avanços econômicos alinhados à sustentabilidade e à segurança jurídica.