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Pesquisa revela aumento da cesta básica em Natal; veja os produtos que mais subiram

A pesquisa também identificou diferenças significativas nos preços da cesta básica entre as regiões de Natal  |  Reprodução/ Wheverton Barros - Gcom

Publicado em 06/07/2026, às 14h34   Reprodução/ Wheverton Barros - Gcom   José Nilton Jr.

O custo da cesta básica voltou a subir em Natal e já acumula alta de 8,4% nos seis primeiros meses deste ano 2026. A pesquisa divulgada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) aponta que o conjunto de 40 produtos passou a custar, em média, R$ 473,46 em junho, um aumento de 0,70% em relação a maio.

O levantamento é realizado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, que acompanha os preços de alimentos, carnes, hortifrutigranjeiros, além de produtos de higiene e limpeza em supermercados, atacarejos e grandes redes das quatro regiões da capital.

De janeiro para junho, o valor médio da cesta passou de R$ 436,73 para R$ 473,46, uma diferença de R$ 36,73 no orçamento dos consumidores.

Higiene e limpeza lideram aumentos

Entre os segmentos pesquisados, os produtos de higiene e limpeza registraram a maior alta no mês, com avanço de 2,80%. Em seguida aparecem os itens de mercearia, com aumento de 1,23%, e as carnes, que ficaram 1,22% mais caras. Na contramão, os hortifrutigranjeiros tiveram redução média de 2,68%, reflexo de fatores sazonais da produção e das condições climáticas.

Os maiores aumentos individuais foram registrados no feijão-carioca, que subiu 12,06%, seguido pela carne de sol, com alta de 4,27%, carne de segunda, 3,49%, sabão em barra, 3,94%, pasta de dente, 3,18%, e água sanitária, 2,75%. Já os produtos que mais ficaram baratos foram o tomate, com queda de 17,05%, a laranja, que recuou 6,35%, e a banana pacovan, com redução de 4,70%.

Diferença entre regiões chega a quase R$ 40

A pesquisa também identificou diferenças significativas nos preços entre as regiões de Natal. As menores médias foram encontradas na zona Oeste, onde a cesta custou R$ 460,36, e na Zona Sul, com R$ 462,35.

Já os maiores valores foram registrados na zona Norte, com média de R$ 485,60, e na Zona Leste, onde o custo chegou a R$ 498,60.

Cesta consome quase um terço do salário mínimo

De acordo com o Procon Natal, o valor médio da cesta básica representa atualmente 32,92% do salário mínimo, o equivalente a cerca de 69 horas de trabalho. O estudo também estima que uma família composta por quatro pessoas necessita de uma renda mensal de R$ 5.435,48 para cobrir apenas as despesas básicas com alimentação.

A pesquisa é realizada semanalmente em 26 estabelecimentos comerciais da capital, entre hipermercados, atacarejos e supermercados distribuídos pelas quatro regiões da cidade. De acordo com a diretora do Procon Natal, Dina Perez, o monitoramento contínuo dos preços auxilia tanto os consumidores quanto o trabalho de fiscalização do órgão.

O Procon orienta a população a comparar os preços antes das compras, pesquisar promoções e planejar o consumo para reduzir os impactos da alta no orçamento doméstico.

Classificação Indicativa: Livre


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