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Publicado em 10/08/2026, às 13h47 - Atualizado às 14h15 Reprodução/Empiricus José Nilton Jr.
O mercado financeiro reduziu pela sexta semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,03% para 5,02%.
A nova estimativa também representa uma queda em relação à previsão registrada quatro semanas atrás, quando os analistas consultados pelo Banco Central projetavam inflação de 5,16% para o ano.
Além da inflação, o mercado revisou para baixo a expectativa de crescimento da economia brasileira. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,99% para 1,98%, interrompendo uma sequência de cinco semanas de estabilidade nesse indicador.
A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 5,20 para o encerramento de 2026, mantendo-se nesse patamar pela oitava semana consecutiva.
Já a previsão para a taxa básica de juros também não sofreu alteração em relação à semana anterior. O mercado continua projetando que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano.
Para 2027, as projeções para inflação, câmbio e Selic permaneceram estáveis, em 4,22%, R$ 5,28 e 12%, respectivamente. A única alteração ocorreu na estimativa para o PIB, que caiu de 1,57% para 1,52%. Para 2028, o mercado manteve as previsões de 3,80% para o IPCA, 2% para o PIB, R$ 5,30 para o dólar e 10,50% para a Selic.
A projeção do mercado ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião encerrada em 5 de agosto. A taxa passou de 14,25% para 14% ao ano, na quarta redução consecutiva.
De acordo com o Banco Central, a decisão faz parte da estratégia de conduzir a inflação em direção à meta nos próximos períodos. A autoridade monetária também considera como objetivos a estabilidade dos preços, a redução das oscilações da atividade econômica e o apoio à geração de emprego.