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'Imposto do pecado' começa em 2027; entenda como tributo vai encarecer bebidas, cigarros e apostas

A implementação do 'imposto do pecado' gera polêmica entre o governo e setores afetados, que temem impactos negativos na economia e no emprego  |  Reprodução/Magnific

Publicado em 08/06/2026, às 07h58   Reprodução/Magnific   Malu Machado

Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o Imposto Seletivo, popularmente conhecido como "imposto do pecado", começará a valer no Brasil em 2027. 

O tributo tem como objetivo principal encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, desestimulando o seu consumo.

A taxação extra vai recair sobre bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes e bebidas açucaradas. Além disso, o imposto será cobrado sobre veículos (conforme o nível de poluição), embarcações, aeronaves, loterias, apostas, jogos de fantasy sports e sobre a extração de bens minerais (como minério de ferro, petróleo e gás natural).

Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto. O governo federal informou que enviará a proposta com o detalhamento das alíquotas até o fim deste ano.

O custo do 'pecado' para os cofres públicos

Para justificar o novo imposto, o governo federal e ministérios levantaram dados alarmantes sobre os custos gerados pelo consumo desses produtos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à economia:

Como vai funcionar o Imposto Seletivo?

No novo sistema, o Imposto Seletivo será um tributo extra, cobrado além da CBS (federal) e do IBS (estadual/municipal). Ao contrário dos demais impostos da reforma, será proibido acumular ou aproveitar créditos do "imposto do pecado" nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia produtiva.

Na prática, o novo tributo substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que a partir de 2027 deixará de existir para a maioria dos produtos, permanecendo apenas para proteger a competitividade da Zona Franca de Manaus.

No caso das bebidas alcoólicas, o cálculo do imposto será misto:

O que dizem as instituições e os setores afetados

A implementação do imposto divide opiniões entre o governo e os representantes das indústrias produtoras. Veja o posicionamento de cada setor:


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TagsCigarrosReforma tributáriaBebidas alcoólicasImposto do pecado